Tentativa frustrada

Não faltou quem tentasse "limpar a área", em torno do Hospital Miguel Couto, para evitar que a presidente Dilma Rousseff presenciasse os manifestantes, de varias tendências e categorias, protestando.

O subsecretário estadual de atenção primária, Daniel Ricardo Soranz, foi lá conversar com os manifestantes e "oferecer" a abertura do diálogo. Para isto, convidou a todos a ocuparem o auditório do hospital, um local fechado. O convite, segundo ele, teria que ser aceito por todos.

A recusa foi unânime, mas a diretora do Sindisprev, Lúcia Pádua, propôs a criação de uma comissão de representantes, para dar o chute inicial na conversação.

"Apenas alguns não dá, tem que ser todo mundo", insistiu Soranz.

Depois de muita confusão, ficou tudo como Dantes no quartel de Abranches: os manifestantes - democraticamente, como disse Dilma - manifestaram-se do lado de fora do prédio e a presidente, lá dentro, cumpriu sua agenda longe dos gritos e vaias.