Defensores públicos federais podem ir à greve contra descaso do governo 

A Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais (Anadef), em face do que considera “o estado emergencial e de precariedade da Defensoria Pública da União”, convocou assembleia geral para esta sexta-feira, dia 4, a fim de decidir que tipo de manifestação (operação padrão ou paralisação) será realizada em favor da estruturação definitiva da carreira, cuja missão é “garantir os direitos e a justiça às pessoas pobres e vulneráveis nas justiças federal, trabalhista, eleitoral e militar”.

Comparação

No edital de convocação da assembleia, a Anadef destaca que existem no Brasil apenas 481 defensores públicos federais para atender, potencialmente, 130 milhões de pessoas, enquanto há em atividade 8 mil advogados públicos e cerca de 1.800 membros do Ministério Público da União.

Abandono

Por falta de pessoal, a Anadef constata a inexistência de assistência jurídica pela Defensoria Pública da União em mais de 250 subseções da Justiça Federal e, em consequência, “a inexistência de Justiça às pessoas hipossuficientes e vulneráveis”. 

Além disso, há 160 candidatos aprovados em concurso de provas e títulos para o cargo de defensor público federal, cujo prazo de nomeação expira no próximo mês.