Patrícia Amorim pode perder mandato no mês que vem

A presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, viu sua vida como vereadora ir do céu ao inferno em poucos meses, depois que resolveu abandonar o PSDB - partido no qual conquistou três mandatos consecutivos na Câmara dos Vereadores - e ser cortejada pelo prefeito Eduardo Paes, migrando para o PMDB. 

Tudo porque o seu antigo partido tenta retomar o mandato com base na lei de infidelidade partidária.

A mandatária do clube mais popular do Brasil era considerada uma possível campeã de votos pelos caciques peemedebistas, como Jorge Picciani. 

Ela também era a principal figura na tentativa do partido de conquistar os torcedores dos quatro grandes clubes cariocas - que contou também com as filiações dos presidentes do Botafogo, Maurício Assumpção, e o comandante vascaíno, Roberto Dinamite, que já teve experiências de sucesso na política.

Julgamento em abril

O PSDB entrou com ações em novembro para tentar conseguir a cassação de Patrícia e do também vereador Marcelo Arar, que foi para o PT. Com o recesso do Judiciário, a apreciação da questão ficou para 2012 e já há uma audiência marcada para 21 de março, quando testemunhas serão ouvidas sobre o caso. Os  tucanos acreditam que a cassação da rubro-negra aconteça em abril.