Suposto doleiro do TRT é alvo de três denúncias do Ministério Público Federal

O funcionário do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ) acusado de movimentar R$ 282 milhões em 2002 já era alvo de investigações do Ministério Público Federal (MPF). Rogério Figueiredo Vieira chamou a atenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) graças às movimentações atípicas do seu patrimônio. Os valores chegam na casa dos R$ 400 milhões.

Operação Voo Livre

Rogério Figueiredo foi denunciado pelo procurador da República Marcelo Freire após a Operação Voo Livre, deflagrada em setembro do ano passado. O servidor foi acusado de integrar uma quadrilha que atuava em aeroportos do Rio. Eles seriam os responsáveis por um esquema que faria com que alguns produtos entrassem no país sem imposto. Na época, a Polícia Federal avaliou um prejuízo de R$ 184 milhões aos cofres públicos. 

Líder

Na denúncia do MPF, Rogério figura como um dos líderes da quadrilha. "Em conjunto com seu primo, o empresário Armando de Azevedo Vieira,  Rogério exercia o comando sobre o grupo descrito". A investigação ainda apontava o servidor do TRT como dono de várias conexões dentro do Judiciário que facilitariam o trabalho do grupo.