Greve conjunta de policiais militares, civis e bombeiros chega à Alerj

A reabertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) não poderia ter sido pautada por outro assunto: a greve conjunta dos policiais militares, civis e bombeiros do estado. Apesar da pouca repercussão na mídia, os parlamentares deram destaque ao movimento grevista. A deputada estadual Janira Rocha (Psol) chegou a ler a carta da esposa de um policial militar que ganhou fama por expor as condições sob as quais algumas famílias vivem. 

Bomba-relógio

"Vivemos a apreensão permanente. O medo nos domina. E terminamos no pranto da morte ou do ferimento destruidor da dignidade dos nossos entes queridos ao se arriscarem no enfrentamento dos criminosos", dizia a carta de Mari Torres, lida por Janira. 

Bomba-relógio II

O deputado Paulo Ramos (PDT), major reformado da PM, disse que as críticas refletem perfeitamente a vida dos agentes e criticou Cabral. "Ele antecipou minimamente o reajuste parcelado a perder de vista após a manifestação para minimizar o movimento", atacou. 

Em tempo

O comandante-geral da Polícia Militar, Erir Ribeiro, criticou o movimento grevista numa reunião com recrutas na manhã desta quinta-feira. Ele os garantiu que seriam desligados da corporação se participassem da assembleia convocada para semana que vem, já que ainda não fazem parte da Polícia Militar.