MPF já tinha alertado Funai sobre falta de segurança em reserva indígena

A Terra Indígena Araribóia, onde uma criança indígena foi supostamente queimada viva por madeireiros, já estava na mira do Ministério Público Federal do Maranhão (MPF-MA) antes do incidente. A falta de controle na região, que fica a 469 quilômetros da capital São Luís, fez o órgão mover uma ação civil pública (ACP) contra a Fundação Nacional do Índio (Funai) pedindo a instalação de um posto de segurança. 

O tempo voa...

O MPF deu entrada na ACP há seis anos e, até hoje, nenhuma providência foi tomada. Após quatro anos de espera, uma decisão deu parecer favorável ao pedido do órgão, mas a Funai recorreu alegando falta de pessoal e a questão está parada desde então. Na região onde a criança indígena foi supostamente assassinada, os índios são obrigados a conviver com madeireiros irregulares cotidianamente. 

Em tempo

Apesar de ter, num primeiro momento, afirmado que a informação não passava de um boato, a Funai reabriu inquérito para investigar a possível morte de uma criança indígena na região. O MPF no Maranhão também investiga o caso.