CPI das Armas: Bolsonaro diz que clubes de tiro não foram ouvidos

A CPI das Armas, presidida pelo deputado estadual Marcelo Freixo (Psol) e que teve Wagner Montes (PDT) como relator, foi aprovada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) sem dificuldades. Fundamental para a retomada do combate ao tráfico de armas no estado, um dos campeões nacionais no quesito, a investigação revelou a falta de estrutura da Polícia Federal e da Polícia Civil para investigar este crime. 

Ao ataque

O problema é que, de acordo com o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP-RJ), o relatório da CPI atacou diretamente o tiro desportivo e os colecionadores de armas. "Apesar de fazer sugestões importantes ao poder público, a comissão não ouviu um membro sequer dessa categoria (tiro esportivo). Se eles fossem consultados, poderiam dizer que as medidas propostas inviabilizariam a prática do esporte no Brasil", reclamou. 

Arma de brinquedo

O relatório da CPI sugere que as armas de colecionadores deveriam ser inutilizadas colocando concreto no cano e destruindo os gatilhos. Ele também pede que o Congresso proíba qualquer brasileiro de ter mais de uma arma de cada tipo (cano curto ou longo). 

Bala perdida

De acordo a ONG Viva Brasil, 60 %das armas apreendidas com traficantes são de uso restrito da polícia ou das Forças Armadas.  Até hoje, apenas uma arma de colecionador foi apreendida com um bandido.