Greve no Comperj: operários ameaçam parar obras na segunda-feira

A demissão de 23 trabalhadores e o não cumprimento do acordo judicial estabelecido após a última greve podem parar novamente as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí. Segundo a deputada estadual Janira Rocha (PSOL-RJ), que acompanha a manifestação dos trabalhadores, uma assembleia na manhã da próxima sexta-feira (03/12) deve definir a situação. Caso os operários dispensados não sejam readmitidos pelo consórcio TE-AG (Techint e Andrade Gutierrez), a tendência é a de que os 13 mil funcionários do complexo interrompam as atividades. 

Represália

De acordo com a parlamentar, a demissão teria sido uma represália em função da última greve, no começo de novembro, quando os operários reivindicaram melhores condições de trabalho. "Os trabalhadores disseram que estavam chegando de ônibus ao Comperj quando foram abordados por seguranças armados. Eles foram escoltados até o RH do consórcio TE-AG, onde foram informados da demissão. Ainda existe uma segunda lista de demissão, que também não foi mencionada no acordo judicial que encerrou a última greve", conta Janira.

Já começou

Os trabalhadores do consórcio TE-AG já interromperam as atividades após a demissão dos 23 companheiros. O clima de revolta toma conta das obras do Comperj. "Milhares de trabalhadores estão reunidos. A situação aqui é muito tensa", relata.