Proposta pelo fim do voto secreto entre parlamentares é relançada

Motivado pela absolvição da deputada federal Jaqueline Roriz (PMN), o PSOL relançou uma Frente Parlamentar em defesa do voto aberto. A primeira ação será cobrar do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, a votação da PEC 349, de 2001, que institui o fim do voto secreto na entre os parlamentares. 

O idealizador da frente, o deputado federal Ivan Valente (PSOL), vai se encontrar com Maia na próxima terça-feira (27), para determinar se haverá ou não votação.

Adesão

De acordo com Valente, o clima é de expectativa, já que 260 parlamentares já assinaram o termo de adesão, entre eles líderes do DEM, PMDB e do PT. “Queremos que ele [Marco Maia] use a sua prerrogativa de presidente da Câmara para colocar a PEC em votação”, afirmou. “O voto tem que ser aberto em todos os níveis já que os eleitores têm o direito de saber como o representante popular vota - o deputado eleito pelo voto popular tem soberania o suficiente para decidir sobre o seu voto, não tem que ficar constrangido. Vamos romper esse corporativismo”.

História

A PEC 349/2001 já foi votada em 2006, quando foi aprovada em primeiro turno por 393 votos a favor e nenhum contra. Apesar disso, ficou parada na casa e só voltou à tona depois que a deputada federal Jaqueline Roriz — que foi flagrada em vídeo recebendo dinheiro do delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa — foi absolvida pelo plenário da Câmara dos Deputados do processo que pedia cassação do seu mandato.