CNC espera recuo de 6,5% nas vendas do comércio em 2016

Diante das condições econômicas ainda desfavoráveis, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisa mais uma vez a expectativa de queda do varejo restrito de -6,0% para -6,5%, enquanto no ampliado espera-se um recuo de -9,5% ao final de 2016. A previsão foi revista após resultado negativo para o mês de outubro, segundo Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (13/12) pelo IBGE.

Descontados os efeitos sazonais, o volume de vendas do varejo restrito recuou 0,8% entre setembro e outubro. Já o varejo ampliado registra a oitava queda do ano (-0,3% em relação a setembro), puxado pela queda de 0,3% no segmento automotivo e de 4,0% no de materiais de construção.

A manutenção do cenário desfavorável para o mercado de trabalho, com aumento do desemprego e queda da renda, além da manutenção de um nível mais elevado do custo do crédito, proveniente do aumento da taxa real de juros, continua impactando negativamente o volume de vendas do varejo. “Apesar do cenário mais benigno para a inflação no período, com o índice convergindo para a meta, a permanência de alta do custo do crédito e do desemprego dificulta a recuperação das vendas. Mesmo diante de expectativas menos desfavoráveis, dificilmente o varejo deixará de registrar seus piores resultados históricos”, afirma o economista da CNC Bruno Fernandes.

O destaque negativo de outubro no varejo restrito ficou por conta dos ramos de super e hipermercados, combustíveis e lubrificantes, que acusaram quedas de 0,6% e 1,7% em relação ao mês anterior. Outro segmento a sofrer perda foi artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,1%). Na comparação com outubro do ano passado, tanto o varejo restrito (-8,2%) quanto o ampliado (-10,0%) registraram desempenhos negativos neste mês em suas séries históricas.