Receita de serviços regride a níveis de 2013

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) reviu para -4,2% a expectativa de queda na receita do setor de serviços em 2016. A Confederação revisou sua previsão anterior, de -3,5%, após a retração de 4,4% nos últimos 12 meses encerrados em março, segundo verificou a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.

Os serviços tiveram seu pior início de ano de toda a série histórica da PMS, superando, com folga, igual período do ano passado (-1,6%). Conforme os resultados de março, as atividades que compõem o levantamento somam um volume de receitas equivalente ao de maio de 2013. “Além disso, a tendência de curtíssimo prazo aponta um agravamento das perdas, uma vez que a retração de 5,9% verificada entre março de 2016 e março de 2015 é a maior dos últimos quatro meses”, afirma o economista da CNC, Fabio Bentes.

Segmentos em queda

O segmento de serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias se destaca pela queda inédita na receita de 9,6% em relação a março de 2015. Outros destaques negativos foram as atividades mais qualificadas - como serviços de engenharia, arquitetura, contabilidade e publicidade - que enfrentaram variações negativas de 8,5%. E os dois segmentos de maior peso na PMS: o de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correios; e o de serviços profissionais administrativos e complementares também sofreram quedas de 7,2% e 6,8%, respectivamente.

Para a CNC, as atividades de serviços profissionais, administrativos e complementares (-6,2%) deverão ser o destaque negativo do ano. O pior ano para a evolução do setor de serviços até então foi o de 2015, com perda de 3,6% em relação ao ano anterior.

Das 27 unidades da Federação, 22 registraram perdas no período avaliado, destacando-se negativamente os Estados do Amazonas (-16,3%), Amapá (-15,3%) e Maranhão (-11,7%). Entre as regiões, a região Sul, onde a inflação dos serviços avaliados registra a maior alta em 12 meses, lidera as perdas com retração real de 7,5%.

Confira aqui a análise completa da PMC.