Receita de Serviços tem pior resultado da série deflacionada 

De acordo com dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgados hoje (22) pelo IBGE, a receita nominal do setor de serviços registrou em novembro de 2014 alta de 3,7% em relação ao mesmo mês de 2013, o que representou uma desaceleração em relação à variação anual verificada em outubro (+5,2%). O crescimento da receita em novembro do ano passado foi o menor da série histórica, iniciada pelo Instituto em 2012. A PMS ainda não conta com um deflator específico, tampouco com ajustamento sazonal.

Utilizando-se o IPCA de serviços dos últimos doze meses encerrados em novembro (+8,3%) como deflator da receita nominal do setor, apurou-se a nona retração consecutiva no faturamento real (-4,6%) e o seu pior resultado na série histórica da PMS deflacionada. Em 2012 as receitas nominal e real registraram avanços de 10,0% e 1,5%, respectivamente. No ano seguinte, o crescimento real da receita foi de 0,0% diante de uma expansão de 8,5% na receita nominal.  Em virtude da nítida desaceleração das atividades pesquisadas, 2014 deverá apurar queda superior a 2,5% ante o ano anterior.

A perda de fôlego no setor de serviços já começa a provocar reflexos no mercado de trabalho. Atualmente responsável por 42% da força de trabalho formal do país, o ritmo de criação de vagas ao longo de 2014 (488 mil nos doze meses encerrados em novembro) se mostrou significativamente menor que no ano anterior (562 mil).

O setor de serviços respondeu por 46% dos postos de trabalho criados desde 2008. Considerando-se a evolução do emprego apenas nos serviços cobertos pela PMS, a população ocupada avançou 1,0% nos doze meses encerrados em novembro de 2014. Em todo o ano de 2013, houve avanço de 3,4%.