"O feminismo sempre esteve na minha vida", diz Taís Araújo

"Eu sou fruto de mulheres muito fortes e muito corajosas, muito mais do que eu"

Considerada uma das mais engajadas figuras do show business brasileiro, Taís Araújo estrela, ao lado do marido Lázaro Ramos, a elogiada série "Mister Brau", da TV Globo, e roda, com ele, o país com a peça "O topo da montanha". Além disso, compôs o elenco do "Saia justa", do GNT, filmou um longa sobre Pixinguinha e é embaixadora brasileira de uma das maiores marcas de beleza do mundo. Pensa que acabou? Pois ela ainda tem tempo para discutir temas importantes como o feminismo. Prova disso é a carta que escreveu às jovens, publicada na revista "Glamour" de novembro. "Sempre me perguntam quando me reconheci feminista. A primeira coisa que me vem à cabeça é o nascimento da minha filha, Maria Antônia, em 2015. Porém, num outro dia, elaborando melhor esse pensamento, percebi que o feminismo sempre esteve na minha vida, porque, na verdade, ele faz parte da minha origem. Venho de uma família de mulheres feministas – que talvez nem soubessem o significado dessa palavra", começou.

"Nunca soube da existência de meu bisavô, e minha mãe não tem o nome do pai dela em seu registro de nascimento. Mas sei muito bem todas as realizações, lutas, mazelas e alegrias dessas mulheres que vieram antes de mim e ajudaram a construir nossa família. Minha avó morreu aos 37 anos, deixando quatro filhos. Foi ela quem criou, sozinha, com a ajuda da mãe dela, essas crianças... mais os filhos das suas irmãs. Eu sou fruto de mulheres muito fortes e muito corajosas, muito mais do que eu", concluiu ela, que foi além: "Então, acho que é sempre válido mergulhar em nossa origem. Porque toda mulher é fruto de outra mulher que, provavelmente, travou mais batalhas do que as nossas – apesar das épocas e demandas diferentes. E isso, mesmo sem conhecer o significado dessa palavra que tanto falamos atualmente. Será que sempre fomos todas feministas e precisamos apenas pôr em prática a tal da sororidade?", questionou.

"Sim, sororidade. Mas falo de sororidade como “ação”, pois a melhora da vida de uma mulher, melhora a de todas nós. E, assim, quem sabe um dia veremos o feminismo onde ele já deveria estar: nos livros de história", disse.

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