Tecelagem RenauxView dá um pulo na Dinamarca para lançar seu Inverno 17

A coluna foi até o Sul do país para saber mais detalhes dessa inspiração européia

São 91 anos de produções ininterruptas. Só o fato já mereceria uma festa, mas a RenauxView foi além. A tecelagem que produz não apenas tecidos e fios, mas inovação, design e criatividade, lançou, na última semana, sua coleção para o inverno de 2017 com direito a nomes importantes do cenário fashion brasileiro, como Fernanda Yamamoto, Ronaldo Fraga e Karin Feller, em um super evento que reuniu, além de amigos, boa comida, bebida à vontade e tecidos cheios de charme em um ambiente para lá de agradável: o The Basement Pub, em Blumenau (SC). Nada mais apropriado, já que a nova coleção da RenauxView foi batizada “Hykke”, que significa felicidade, conforto e bem-estar, em dinamarquês. “A gente viu que a Dinamarca figura sempre entre os países mais felizes do mundo e quisemos saber o porquê. Eles têm um comportamento que se chama ‘hygge’ – que assim como ‘saudade’ só existe no português, essa palavra só existe no dinamarquês e tem uma tradução aproximada de ‘aconchego'”, explicou Gabriela Domingos dos Santos, coordenadora de desenvolvimento de produtos da tecelagem que tem como missão a busca pela vertente artística em tudo o que fazem. “Essa é uma coleção que procura um momento ‘hygge’ – que é um momento próximo que nós estamos vivendo. É o ato de dedicar o seu bem mais precioso, que é o tempo, a si mesmo, é um exercício de autocontemplação. É chegar em casa, acender uma vela, tomar uma taça de vinho. É uma coleção que fala de conforto”, emendou.

Leia também: Às vias de estrear o “TV Mulher”, Ronaldo Fraga conversa com HT em festa da RenauxView: “É hora da 3ª via. O mundo virou uma panela de pressão”

De fato: a nova coleção de tecidos da RenauxView foi totalmente desenvolvida através desse conceito que privilegia artigos que passam características de aconchego, prazer e equilíbrio. “A gente veio, no inverno passado, de um momento de escuridão. No desenrolar da história, o nosso verão foi um verão de contato com a natureza, se falava muito de matérias primas rústicas, de coisas que eram ligadas a belezas naturais. E agora, a gente continua falando da crise – que é o momento que a gente vive e que provavelmente vai se desenrolar ainda pelo próximo ano, mas todo momento de crise traz também um momento de reflexão. E ao mesmo tempo em que o mundo, lá fora, está um caos, nunca se falou tanto em meditação e em uma nova espiritualidade, voltada ao conhecimento. E a gente percebeu que essa busca pela felicidade tem se tornado mais constante, apesar do cenário macro estar caótico”, explicou.

A tecelagem que é, atualmente, referência no mercado nacional por prezar a qualidade de seus produtos e assegurar a originalidade em soluções de moda tem como principal característica a boa relação com clientes, fornecedores e profissionais e, por isso, é sempre prestigiada por nomes de peso. Fernanda Yamamoto é um belo exemplo disso. A estilista, que é parceira da tecelagem há cinco temporadas de moda e utilizou peças em Jacquard RenauxView com desenhos de prédios e casas – criadas especialmente para ela – em seu último desfile na SPFW, explicou que valoriza a boa relação entre a moda e o trabalho manual. “A gente vive nesse mundo onde tudo é descartável, produção industrial, massificação. Acho que voltar para o que é artesanal – o que as mãos humanas fazem – é trazer questões que são muito pertinentes para os dias de hoje. O que é o tempo que a gente vive? Será que é esse tempo de aceleração? Eu acho que todo trabalho artesanal e manual traz essas questões. Quem tempo é esse? Quem é a pessoa por trás desse trabalho? São coisas que a gente não pensa mais e precisamos refletir”, disse.

Leia também: Fernanda Yamamoto: “Vivemos nesse mundo onde tudo é descartável. Voltar para o que é artesanal é trazer questões que são muito pertinentes”

Armando Hess de Souza, o presidente da RenauxView, por sua vez, destacou – em conversa com a coluna durante visita às instalações da tecelagem, localizada na cidade de Brusque – que as demandas do mercado sempre são consideradas na tecelagem. “Temos que ser mais criativos, ágeis e com uma visão estratégica e visionária sobre as demandas do mercado, afinal, nosso tecido chegará às vitrines, através de uma peça pronta, cerca de 12 meses após a sua produção e, mesmo assim, deverá exalar frescor, perfil de moda e, mais do que isso, estimular o desejo do consumidor”, disse. A proximidade com os clientes, aliada a equipes de pesquisa e desenvolvimento que buscam soluções inovadoras e comercialmente viáveis são as principais características que diferenciam a atuação da RenauxView perante a concorrência.

*O jornalista viajou a convite da RenauxView