Tribunal da moda: Balenciaga processa seu ex-estilista Nicolas Ghesquière

Maison acusa o designer de quebra de quebra de acordo de confidencilidade

O estilista Nicolas Ghesquière fez coleções icônicas à frente da Balenciaga por 15 anos, reformulou a imagem da grife e a levou de volta ao topo das marcas mundiais, mas deixou a maison em novembro de 2012, sob justificativas nebulosas, mas, segundo comunicados oficiais, de forma amigável. Bem, amigável até o designer ser entrevistado pela revista System Magazine...

Em abril, Nicolas disse à publicação que sentia-se 'sugado' pela estrutura da marca. "Eu tinha um estúdio maravilhoso e um time de criação muito próximo de mim, mas tudo começou a ficar mais burocratizado e corporativo. Isso é o fim. Parecia que eles queriam ser como qualquer outra grife", desabafou o estilista, que alegou que o trabalho nos ateliês "começou a ficar mais burocratizado e corporativo". 

Essas frases polêmicas foram o suficiente para o grupo PPR, que controla a Balenciaga, entrar com uma ação na justiça francesa processando Ghesquière por quebra de acordo de confidencialidade. Mas onde fica a liberdade de expressão nessa confusão? Bem, as leis francesas permitem que uma empresa peça indenização a um ex-funcionário por difamá-la ou pôr seu nome em perigo.

Os detalhes do processo seguem em sigilo, mas, após a condenação de Domenico Dolce e Stefano Gabbana por sonegação de impostos, parece que o que está na moda são os tribunais...

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