No Prêmio da Música Brasileira, a noite dos artistas apaixonados por Tom Jobim

No Dia dos Namorados, 24ª edição da premiação celebrou o mestre da Bossa Nova

Comemorar o Dia dos Namorados ao som de Tom Jobim (1927 - 1994) no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Sonho de muita gente, realidade para os casais apaixonados convidados para a 24ª edição do Prêmio da Música Brasileira, que, na noite de ontem (12), premiou artistas em 35 categorias, eleitos entre 106 indicados. 

O imponente hall de entrada do Municipal, de repente, se transformou em uma grande reunião de apaixonados pela música e por Tom, o homenageado desta edição. De um lado, Rogéria, Fabiana Karla e Elke Maravilha (que se destacava na multidão de pretinhos básicos com um vestido roxo e peruca platinadíssima) engatavam um papo animado. Fabiana, aliás, a Perséfone de ‘Amor à vida’, era o maior ímã de flashes e pedidos de fotos com fãs. “Aqui, gente, não se mexe que a luz aqui está boa”, repetia.

Ao ser elogiada por sua vasta cabeleira loura, Elke revelou o segredo: “É peruca, querida! Meu cabelo de verdade está aqui embaixo, ó”, disse, levantando o aplique para mostrar as madeixas presas. “Eu não tenho mais saco de ir ao cabeleireiro, aí invento essas coisas. E, na verdade, nós não temos mais cabeleireiros, né? Só escovistas e chapistas. Eu não nasci para ser alisada”, protestou. Não muito distante da musa exuberante, alguns indicados chegavam com bonés coloridos na cabeça. Sim, bonés no Theatro Municipal, num evento com dresscode Passeio Completo explícito no convite. Mas, em uma festa da arte, tudo é permitido – ainda bem.

Outra rodinha de abraços calorosos e beijinhos sinceros se formou quando Roberta Sá, Claude Troigros e Elba Ramalho se encontraram. Elba, que é católica fervorosa, anda encantada pelo padre Fábio de Melo. “Acho que ele é o Roberto Carlos da música religiosa”, definiu a cantora, que vira e mexe divide os microfones com o pastor. Mas a baiana garante que não pensa em se dedicar à música religiosa, tal qual o sonho que Joelma, da Banda Calypso, revelou ter recentemente. “Não penso em vender milhões no mercado religioso. Sou bem católica, mas não penso em abandonar a minha música para me dedicar a isso. Mas se ela está feliz e se encontrou nesse lugar, ótimo. É isso o que importa”, finalizou.

Para os casais que vivem entre encontros e desencontros por conta dos compromissos de trabalho, a noite foi um presente. Que o digam Fernanda Tavares e Murilo Rosa. “Hoje o dia foi uma loucura. O Murilo estava viajando e chegou no fim da tarde, exatamente enquanto eu estava me arrumando para o prêmio. Só agora, quando nós sentarmos na plateia, vamos poder segurar a mãozinha, se curtir, se abraçar, dar beijinhos...”, disse a apresentadora do ‘Desafio da Beleza’, do GNT, que elegeu a aceitação dos desafios do outro como o maior desafio em um relacionamento. “Nós temos banheiros separados, o que já reduz bastante os problemas, mas, de vez em quando, o Murilo deixa as roupas jogadas no chão. Eu já impliquei muito, mas agora aprendi a aceitar”, entregou a top, aos risos. 

Luana Piovani e Pedro Scooby aproveitaram a ocasião para tirar uma folga da ‘Galinha pintadinha’, que tem os hits preferidos do pequeno Dom. “Ele canta e dança o dia inteiro com os 3 DVDs da Galinha Pintadinha. Às vezes a gente até se pega cantando as músicas pela casa”, contou a atriz, que elegeu um clássico de Tom Jobim para atravessar a nave em seu casamento com Scooby. “Adoramos ‘A luz dos olhos teus’, é com ela que nós sairemos da cerimônia”, adiantou a loura.

Milena e Diogo Nogueira queriam mesmo sambar juntinhos. “Bossa Nova é samba. Tom e Vinicius pegaram alguns acordes do jazz, juntaram com o samba e criaram a Bossa Nova. Eles cantam samba o tempo inteiro, eu adoro”, explicou o sambista, que, na tentativa de eleger uma música do mestre para cantar, preferiu pensar na possibilidade de fazer um CD inteirinho dedicado a ele. “É impossível eleger uma só. Vamos aproveitar esta noite para curtir o amor que o Tom dedicou à música, às mulheres, ao Rio de Janeiro e ao Brasil”. 

E assim foi, palavra de Bárbara Paz. "Cheguei atrasada, já na metade da cerimônia. Mas me emocionei em todos os momentos. Certamente foi uma noite memorável", definiu a Edith de 'Amor à vida', que, distante do marido Hector Babenco, que estava em São Paulo trabalhando, foi acompanhada pelo amigo Fernando Torquatto - mas mandou flores para o amado pelo dia apaixonado. "Dia dos namorados é todo dia, gente!"

*Em colaboração com a Coluna Heloisa Tolipan

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