Cláudia Ohana fala sobre 'Clímax', peça que a fez desistir de sair do Brasil

Atriz está no novo espetáculo de Domingos Oliveira, que estreia hoje (19), no Rio

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Cláudia Ohana já estava com as malas prontas e apartamento alugado em Buenos Aires. No ano passado, a atriz havia decidido morar fora do Brasil por alguns meses, mas, sem pensar duas vezes, desistiu da mudança porque recebeu um convite especial. Domingos Oliveira, dramaturgo, cineasta e seu amigo de longa data, a convidou para viver a personagem Mercedes em sua nova peça, 'Clímax', que estreia hoje, no Teatro Gláucio Gill, em Copacabana, no Rio. 

"Eu e Domingos conversamos muito desde a minha infância e nunca tínhamos conseguido trabalhar juntos. Um dia, ele me ligou, falou sobre 'Clímax' e aceitei na hora. Desisti de viajar porque queria trabalhar com ele e porque a peça é diferente, um suspense filosófico...", conta a atriz sobre o espetáculo que o diretor Domingos precisamente define como um thriller.

A montagem, que também conta com Erika Mader, Matheus Souza, José Roberto Oliveira e o próprio Domingos Oliveira no elenco, fala sobre as nuances de um psicopata, David (Matheus), que na história se coloca contra o seu mestre de filosofia, Felipe (Domingos). Na trama, Cláudia interpreta a ex-mulher de Felipe. "A Mercedes é uma personagem muito intensa, forte, rica. Sempre ajudou o ex-marido, principalmente quando ele ficou doente. E tem mais: é ninfomaníaca", descreve, antes de derreter-se em elogios aos colegas de peça: "Está sendo maravilhoso! Todo mundo aprende com todo mundo, independente de experiência, idade... Cada ator ali tem sua riqueza". 

Cláudia também acredita na importância social da abordagem que Domingos faz sobre o Mal de Parkinson na peça. A doença acometeu o dramaturgo há 14 anos e, em 'Clímax', é uma das características do professor Felipe. "A forma como o Domingos fala do Parkinson e de sua experiência com isso é incrível, sem nenhuma autopiedade. Vai ajudar as pessoas a entenderem do que se trata a doença", conclui. 

Em relação ao caráter "assustador" do espetáculo, Cláudia garante que o público deve passar por momentos de bastante tensão. "As pessoas vão ficar meio apreensivas, eu acho. O texto é muito bom, tem essa história de serial killer, falamos de vida, amor, morte. Creio que dê um medinho, sim", sentencia, entre risos. 

Neste ano, além de estar em 'Clímax' até 4 de março, pelo menos, quando termina a temporada no Gláucio Gill, Cláudia tem planos para rodar o seu primeiro curta-metragem como diretora. "Ganhei patrocínio e vou começar a filmar o 'Um Íncrível Dia Vermelho Na Vida de Uma Dama de Alma Vermelha'. O filme é baseado num conto que se passa na Lapa, sobre uma prostituta que é serial killer", revela. "Uma coincidência engraçada, né?", comenta a atriz, relacionando o tema do curta ao de 'Clímax'. E o carnaval, hein, Claudia? "Sou mangueirense, mas dessa vez não me comprometi. Estou completamente focada na peça".  

Colaborou Beatriz Medeiros

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