'BBB 13': o mais do mesmo ou o mesmo com algo a mais?

Baixo Ibope contrasta com rendimento comercial do reality e, principalmente, com a força da internet

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São 12 edições nas costas, logo, fica impossível não se falar em 'desgaste' ao comentarmos sobre o Big Brother Brasil, de longe o mais bem-sucedido reality show da nossa TV aberta. Mas, na contramão do desgaste (simbolizado pela queda de audiência a cada ano) vem o reforço comercial, com uma lista de anunciantes e um faturamento relativo a patrocinadores de encher os olhos (e a conta corrente) da Globo. O que, então, justifica esta via de mão dupla, em que, de um lado, desce a ladeira o Ibope do programa, e, do outro, sobe a todo fôlego seu rendimento comercial?

Mais do que um programa de TV, o 'BBB' se tornou um evento, fazendo parte de um calendário praticamente fixo da televisão brasileira, gostem os telespectadores do formato ou não. Se a audiência está em queda, não necessariamente significa que menos pessoas estão acompanhando o que acontece na casa mais vigiada do Brasil. Aliás, ela nunca foi tão vigiada: pois, na internet, a repercussão em torno do reality cresce a cada temporada, como se suprisse a ausência de espectadores sentados em frente à TV. Parece que a audiência do 'Big Brother Brasil' se deslocou do sofá da sala para a escrivaninha onde fica o PC. Daí surge uma falsa impressão de perda de força.

Hipótese, claro. Trabalhamos aqui no campo das hipóteses. E esta, de ilusão de perda de audiência, justifica e assina com firmeza a tese de que a verve comercial do programa permanece em alta, pois, na verdade, não se diminuiu a exposição do 'BBB'. Na verdade, o mais do mesmo, que se repete a cada ano, vem ganhando, também a cada ano, algo a mais: a voz em alto tom da internet. O 'Big Brother Brasil' não é mais um reality show de TV. Ele é um reality show de todas as mídias. Um crescimento que Ibope nenhum é capaz de medir.

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