Exclusivo: sonho de Gaby Amarantos? Arrasar no Circo e cantar com Nicki Minaj

Com cinco indicações ao VMB e figurino bafônico, a cantora faz show no Circo Voador amanhã (10)

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Ela sempre chega para abalar, e nem precisa ser de saia vermelha e camisa preta. Gaby Amarantos está chegando ao Rio de Janeiro para subir ao palco do Circo Voador, amanhã (10), em seu primeiro show debaixo da lona da Lapa, cujos ingressos estão voando da bilheteria. A exuberante paraense que está liderando o número de indicações ao VMB com nada menos que cinco categorias, incluindo Clipe do Ano, Artista do Ano e Melhor Artista Feminino (nesta, ao lado de nomes como Gal Costa, Rita Lee e Marisa Monte), emplacou sua Ex mai love na abertura de uma das novelas de maior audiência da Rede Globo, Cheias de Charme, e imediatamente a elevou a hit, em todos os cantos e classes sociais do país. Desde então, virou até conselheira amorosa. Em um papo gostoso numa tarde de inverno, Gaby nos fala sobre as reviravoltas de sua carreira, suas semelhanças com as protagonistas de Cheias de Charme, sobre o tempo em que sofreu com a bulimia e até sobre o sonho de cantar com Nicki Minaj - e quem duvida que ela vai conseguir?

HT: Quantas histórias de ex mai love você já ouviu depois da música na novela? Virou conselheira amorosa?

Gaby Amarantos: Está rolando isso mesmo! Ficam me pedindo conselhos amorosos na internet, durante as entrevistas... A principal dica é aproveitar o momento e ser feliz, não importa se vocês vão ficar só uma vez ou juntos para sempre. É importante não depositar no outro todas as expectativas da sua vida. E, se não deu certo, relaxa, todo mundo já teve um ex mai love na vida.

HT: Você tem alguma coisa da Chayene ou das empreguetes, de 'Cheias de charme'?

Gaby: Da Chay, acho que a exuberância, os figurinos super malucos, que, aliás, estão incríveis. Gogoia (Sampaio) tá arrasando com o figurino da novela inteira. E eu também coloquei vídeos na internet com as minhas músicas, que nem as empreguetes. Minha vida mudou depois disso. A história de vida das empreguetes também se parece com a minha. Elas cresceram na periferia, no Borralho, que parece muito com o Jurunas, bairro em que nasci em Belém. Tento acompanhar a novela uma ou duas vezes na semana. Pelo menos, aos sábados, antes do show.

HT: Você começou sua carreira em uma realidade de mercado diferente do que está inserida hoje, em uma gravadora grande, com CDs espalhados em todas as lojas do país. A indústria musical no Pará funciona de um jeito bem diferente do 'tradicional', é comum a venda de CDs piratas para divulgação dos artistas, por exemplo. Como você lida com essa mudança?

Gaby: A mudança veio na hora certa. Esse modelo de mercado ainda é muito local. Meu trabalho expandiu, se tornou nacional e eu via a necessidade de passar para esse mercado formal, com gravadora, disco nas lojas. As pessoas me encontravam e diziam: "não quero CD pirata, quero comprar o original, na loja. E o DVD também". Estava com o CD 'Treme' pronto, ia lançar de forma independente, mas os pedidos estavam muito grandes. A conversa com a Somlivre foi muito tranquila. Eles compreendem as formas de divulgação que a gente usa e entendem o jeito como a gente começou. Não ignoram a existência desse modelo de mercado e procuram formas de conviver com ele. É o velho ditado: se não pode contra eles, conviva com eles.

HT: Amanhã (10), você faz seu primeiro show no Circo Voador, no Rio de Janeiro. O que você está esperando e preparando para esse retorno aos palcos cariocas?

Gaby: Estou muito feliz! Esse será o meu primeiro show com a minha banda e equipe completas no Rio e para um público que tem mais a ver comigo. Esse show foi muito esperado. O pessoal do Circo sempre perguntava 'quando você vem aqui?' e chegou a hora. O público estava pedindo, querendo muito e eu esperando a ocasião. Um show perto do meu aniversário, que foi comemorado dia 1º, e ainda pude organizar a agenda para fazer a gravação do Criança Esperança na mesma viagem. Tudo deu certo e acho que o público vai adorar o show. 

HT: Você já pensou em fazer alguma parceria com um artista internacional? Qual cantor gringo é o seu sonho?

Gaby: Olha, tem taaanta gente legal no mundo, mas eu ia gostar muito de fazer alguma coisa com a Nicki Minaj. Acho que ela se parece comigo de algum jeito, até nos figurinos. Gosto bastante da Lady Gaga também, mas não sei se vou conseguir ir ao show dela. Queria mesmo era abrir as apresentações de Gaga no Brasil, já pensou?

HT: Vimos a sua capa na revista TPM, mostrando que não está nem aí por não vestir tamanho 38, e também li que você teve bulimia. Quando e como começou tudo isso?

Gaby: Começou quando eu tinha uns 21 anos e rolou até os 23. Parei em uma fase muito intensa da doença, quando percebi que já estava perdendo a voz por conta do desgaste do suco gástrico nas minhas cordas vocais. Além disso, depois da maternidade, comecei a aceitar o meu corpo. Essa fase da doença foi muito ruim, mas me fez crescer e, se não fosse pela bulimia, eu não teria essa autoestima elevadíssima que tenho hoje. A bulimia teve o seu papel no meu crescimento como mulher e aceitação do meu biotipo. 

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