Feminista presa na Ucrânia diz: 'Existem mulheres mais machistas que os homens'

Sara Winter, brasileira ativista da causa Femen, está no 'De frente com Gabi' de amanhã (15)

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Em junho, Sara Winter pediu para o irmão contar a seus pais que estava viajando. Na mala, levou coroas de flores e o peito aberto para protestar pelas causas feministas na Ucrânia, ao lado de outras ativistas do Fenem, grupo ucraniano de protesto contra problemas como o turismo sexual e o sexismo. 

"Preparei um material didático para explicar a causa para os meus pais. Eles são pessoas humildes. Meu pai ignora e minha mãe me apóia no que ela consegue", conta a moça à Marília Gabriela, no De Frente com Gabi deste domingo (15).

Sara foi presa no dia 25 de junho, após protestar de topless na cidade de Kiev, na Ucrânia, na porta de um dos estádios que recebeu a Eurocopa 2012. "Senti que poderia usar meu corpo para mudar algo no mundo, já que não tinha dinheiro ou influência. O topless é uma provocação para todos os seres humanos que exploram pessoas sexualmente. Não protestamos fazendo pose, nós levantamos os braços e jamais sorrimos", explica Sara, que não pode se aproximar dos estádios de futebol porque os policiais já conhecem os rostos das moças do Femen. 

"Na segunda vez que fui detida a polícia foi muito agressiva. Não precisava de dois policiais para me segurar. Eu dizia ao policial: 'você está machucando meu braço', ele dizia 'só estou cumprindo ordens'", recorda Sara, que acredita que existem mulher mais machistas que os homens.

O De frente com Gabi começa à 00h15 deste domingo (15), no SBT. 

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