Ao contrário de Rodrigo Santoro, Caio Blat dispensa Hollywood: 'Não penso nisso'

Astro do longa 'Xingu' lamenta isolamento da dramaturgia brasileira em relação a países latinos

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Não vá pensando que o sonho maior de todo ator brasileiro é ter uma carreira bem-sucedida em Hollywood, como rolou com nosso talentosíssimo Rodrigo Santoro. Tem gente que prefere fazer sua arte (e que arte!) render frutos somente por aqui mesmo, obrigado. "Não penso nisso, nem passa pela minha cabeça, não seria um objetivo meu. Gosto muito do cinema que a gente faz no Brasil e há muitos espaços que ainda podem ser conquistados". Palavras de Caio Blat, em entrevista à 'Rolling Stone' de abril, em que fala também sobre o isolamento de nossa dramaturgia, em relação aos demais países de nosso continente.

"Acho que a coisa mais triste é o fato de o Brasil se isolar da América Latina por causa da língua e da cultura. Tenho inveja quando vejo que um Gael (García Bernal) pode ser considerado um ator latino e filmar indiscriminadamente na Argentina, México, Chile, Espanha. Esse é um mercado que a gente tinha que conquistar também. Meu sonho é filmar na Argentina, acho que é onde se faz o melhor cinema do mundo atualmente”, comenta, Caio, aos 31 anos e do alto de sua paixão pela literatura. Aliás, paixão de longa data: o ator chegou a escrever um romance batizado de O Último Suspeito, mas o projeto não tomou forma... "Escrevi esse romance quando tinha uns 13 anos. Era fã de romances policiais, sempre tive fascínio pela literatura e facilidade para escrever, mas é uma coisa que eu não assumo muito. Acho que sou um pouco covarde com relação a isso”, explica.

Mas, de certa forma, Blat e a literatura voltaram a se encontrar, graças ao mergulho do ator no universo dos roteiros cinematográficos.  "O que fiz foi usar minha relação com a literatura para trabalhar como adaptador. Estou com o meu primeiro roteiro de cinema pronto, formalizando o processo para entrar nessa trilha aí que o Matheus (Nachtergaele) e o Selton (Mello) foram abrindo”, revela.

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