RedeTV! deve pagar indenização milionária à Coca-cola por programa vendido

R$ 1 milhão devem ser pagos por horário comprado pela Dolly, em 2003

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Salários de todo o staff atrasados, horários da programação vendidos por alguns milhões de reais ao mês e agora o departamento financeiro da Rede TV! tem mais um desafio: pagar uma poupuda indenização à Coca-cola. Imagine a ironia que é receber esta condenação por conta de um programa vendido na grade para o refrigerante Dolly, em 2003, o 100% Brasil, que deveria ser fonte de lucro da emissora.

O juiz do TJ-SP entendeu que a atração, com entrevistas, notícias e debates, tinha o objetivo de prejudicar a imagem da Coca-cola, reduzindo sua venda e, consequentemente, alavancando as vendas da Dolly. A gigante americana dos refrigerantes alegou que o programa abordava supostas práticas ilícitas praticadas por ela, incluindo sonegação fiscal, corrupção ativa, concorrência desleal e adição de substãncia entorpecente ao xarope do refrigerante.

Em sua defesa, a Rede TV! alega que não tinha responsabilidade sobre o programa exibido, já que a compra do espaço na grade foi acertada entre a Dolly e um terceiro, que tinha autorização para comercializar os horários da emissora, mas o relator acredita que isso não a exime de responder por atos lesivos de quem compra os espaços. 

A bolada de R$ 1 milhão, que deve ser paga à Coca-Cola, será dividida entre a emissora de Amilcare Dalevo e duas empresas ligadas à Dolly, a Detall-Part, detentora da marca, e a Ragi Refrigerantes, que engarrafa e comercializa os refrigerantes. O valor total da indenização é equivalente a quase 10 meses de salário de Rafinha Bastos, a grande nova aposta da RedeTV! para aumentar a audiência e o faturamento que, dizem por aí, deve receber R$ 150 mil por mês, pagos diretamente por patrocinadores do seu programa.

Com tantas atribulações financeiras, o que resta no futuro da RedeTV?

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