Apreensão de botox ilegal levanta polêmica: beleza barata pode custar caro

Operação Narke prendeu sete envolvidos no comércio ilegal da toxina

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Foi-se o tempo em que uma viagem para o exterior, um carro novo ou armário grifado estavam no topo da lista de sonhos de consumo das mulheres. Agora, as intervenções cirúrgicas são as queridinhas, especialmente as aplicações de botox que, além de serem mais simples que as cirurgias plásticas, custam menos do que a entrega a um bisturi.

O preço das aplicações, aliás, entraram em debate hoje, por conta da operação Narke da Polícia Federal, que prendeu sete envolvidos no comércio ilegal da toxina botulínica. Será que vale tudo na busca pelo rosto e corpo perfeitos por poucos dígitos? 

De acordo com a Polícia Federal, a unidade da toxina é vendida no mercado negro por, no máximo, R$ 400, enquanto um exemplar autorizado pode custar R$ 1 mil. Agora adivinha a origem do produto para aquelas aplicações baratinhas que você está desejando? 

O delegado Humberto Freire, responsável pela investigação, alertou que é possível que alguns médicos saibam a origem ilegal da toxina que usavam, por conta do preço muito abaixo do mercado que pagavam por ela, mas cobravam o preço do produto original em suas tabelas. Tudo visando uma maior margem de lucro. O delegado ainda disse que alguns frascos apreendidos não continham nenhuma identificação e muitos também não tinham a substância na fórmula. 

O uso errado do botox pode até não ter efeito algum, mas o paciente também corre o risco de ter reações adversas e danos irreversíveis, como problemas de pele. O preço barato da beleza eterna pode custar muito caro.

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