'New faces são o futuro, mas experiência merece respeito', diz Michelli Provensi

A modelo é a face do ParkFashion Connection, promessa de vanguarda na moda para o consumidor

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Ela é o rosto da 19ª edição do ParkFashion, desta vez, com o plus do termo Connection: Michelli Provensi, 11 anos de passarela, tem a responsabilidade de simbolizar o novo rumo da semana de moda brasiliense, mais do que nunca integrada em todas as redes e multiconectada com o mundo.

Aliás, tão multiconectada como sua musa, amante de rugby, da alta literatura russa e de futebol alemão: no mínimo, exótico, não é mesmo? Talvez nem tanto para a bela moça, que não perde a consciência de seu trabalho no momento em que precisa analisá-lo: “As new faces são o futuro, mas a nossa experiência tem de ser respeitada”, comentou Michelli, em nosso bate-papo exclusivo.

HT- Essa edição do ParkFashion exalta a multiconectividade. Você é multiconectada? 

Sou! Nem em meus sonhos eu desconecto.

HT- No Twitter, você se descreve como "Brazilian football fan, writer and cat walker". Você torce para qual time? Quais outros esportes você curte? E explica melhor essa verve escritora! Ficamos curiosos!

Sou corintiana, futebol é uma grande paixão, mas não jogo. Gosto muito de tênis e acho rugby divertido de se ver. Comecei a escrever junto com três amigas um blog de vida de modelo para Marie Claire, que ficou um ano no ar. Depois escrevi contos para a revista MAG, S/N e REVISTA NACIONAL. 

HT- Você se sente mais à vontade na passarela ou na arquibancada de um jogo da segunda divisão do campeonato alemão?

Nos dois, mas confesso que torcer é bem mais divertido que desfilar.

HT- Quem são os seus ídolos na moda, no esporte, na música e na literatura?

Tim Walker (fotógrafo de moda) e Alexandre Herchcovitch; no esporte, o jogador de rugby Sebastian Chabal e o tênista Gustavo Kuerten; na literatura, Clarice Lispector e Mikhail Bulgakov.

HT- Você gosta muito de viajar. Quais são seus lugares preferidos no mundo?

Paris, Córsica, São Paulo e Tóquio.

HT- Você tem 11 anos de carreira. Como quer se ver daqui a 11 anos? 

Me vejo entre a França e o Brasil, escrevendo e (por que não?) sendo mãe.                                            

HT- Depois da grande experiência no mundo da moda, você está começando a explorar novos caminhos. Chega um momento em que ser modelo cansa? 

Cansa de ser julgada pela aparência o tempo todo: pode ver que a maioria das modelos, depois dos 26, começa a fazer outras coisas, sem necessariamente deixar a profissão de modelo de lado. Eu não pararia, agora que entendo tudo de luz e aprendi a usar bem meu o meu corpo. As new faces são o futuro, mas a nossa experiência tem de  ser respeitada.

HT- Há alguns anos, houve o ‘boom' de modelos brasileiras nas passarelas do mundo. Você acha que a quantidade de novos nomes exportados por nós está diminuindo? Por quê?

Teve a época das belgas, das russas, das canadenses... Nós também tivemos a nossa fase. Antigamente, as agências arriscavam mais e adiantavam quase tudo para as new faces tentarem a chance lá fora. Com a crise pela qual o mercado passou, todos ficaram mais seletivos. Modelo acima de medidas, que demora a aprender inglês e que reclama de saudades de casa corre o risco de não viajar.

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