Aos poucos, fashion week de Paris se firma como a mais democrática da temporada

No terceiro dia da semana de moda francesa, os desfiles agradaram todos os gostos, com certeza

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Terceiro dia de Paris e já podemos decretar que é a semana mais democrática. As coleções estão com diferentes “temas” e podemos ver, claramente, as tendências anunciadas, com muita variedade, criação e design. 

Balenciaga veio em clima oitentista com formas exageradas, muito brilho e uma pegada rocker com estampas de bandas. A modelagem, ou era bem estruturada ou os shapes vinham amplos, bem amplos (aliás, pelo que vemos em Paris, o Inverno não é nada sexy e os corpos estarão bem cobertos e com muitos volumes, pelo menos nas roupas, claro). 

A cartela de cor teve o predomínio do preto, claro, do cinza (com variadas tonalidades) e o azul Klein. O desfile de Ann Demeulemeester teve uma pegada dark (o cabelo lembrava o dos movimento punk, no início da década de 80) e as únicas cores presentes eram o preto e o azul marinho. As roupas tinham muitas camadas, mix de materiais, as formas ajustadas no corpo e muita assimetria.

A coleção da Balmain pode ser resumida em uma só palavra: bordados. Ah, e junto dos bordados, muitas aplicações de pérolas, cristais, tachas e flores. A silhueta, quadrada e reta. 

Já Nina Ricci, que encerrou o dia, fez o contraponto de duas mulheres: a romântica e a sensual. Para isso, usou peças ultrafemininas cheias de rendas e transparências em meio a saias e vestidos com fendas super generosas, muitos pelos e peles. A cartela de cor também retratava a oposição das duas mulheres do desfile: rosa, lilás, estampas florais e de poás versus preto e vermelho.  

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