Lana Del Rey de pernocas e atitude marcante para Terry Richardson

Confira também nosso blog

Demorou, mas rolou! A polêmica musa (ou não?) Lana Del Rey, finalmente, caiu nas graças do fotógrafo Terry Richardson. Ele, sempre o primeiro a retratar as celebridades baladeiras pelas principais metrópoles, teve de esperar Lana ser capa da NYTimes Style Magazine, para poder chegar perto da mocinha. Usando looks inocentes, e com muito branco, Lana mantém o ar blasé... mas abre o bocão e faz pose rock'n'roll mostrando um pouco de seu lado que ninguém conhece.

Tem pouco tempo que a gente publicou aqui a nossa crônica sobre Lana. Relembre:

Vou tentar expor aqui algumas ideias que permeiam a minha mente, em crônicas que podem versar sobre tudo, sobre nada, mas sempre sobre o que passa em minha mente. Ou seja, algo entre este tudo e este nada, mais especificamente. E, abrindo os trabalhos, quero falar de Lana Del Rey. Conhece?

Se não conhece, terei de apresentar esta jovem cantora americana não como uma promessa da música, mas como um produto do século 21. Um produto do Youtube. Um produto da nossa ansiedade. Voz? Ah sim, ela tem, mas falha às vezes, ao vivo. Poucos estão, no fundo, preocupados com o que Lana Del Rey está disposta a levar a nossos ouvidos. As atenções estão voltadas, muito mais, à imagem que ela tem a nos mostrar diante de seu espelho. 

Surgiu na web, com um vídeo 'estranho', sua voz gutural-nostálgica-sombria, seus lábios carnudos, seu look retrô e uma canção inusitada, com referências ao passado. Era 'Video Games', abrindo o caminho para a devassa que aconteceria em seguida na sua vida pregressa, descobrindo-se que Lana, antes Lizzie Grant, seria a construção meticulosa de uma boneca plastificada, em busca de um revés em sua carreira, até então fracassada.

Medíocre, alguns disseram após outras faixas da 'loura' surgirem, como 'Blue Jeans', 'Kinda Outta Luck' e a mais recente, o single 'Born to Die'. Sob quais argumentos? A minoria, sob o critério da opinião em torno da música de Lana. A maior parte, agarrada a ideia do pré-julgamento que a internet promove, com uma reunião de informações que convergem para a dissipação do foco principal, que deveria ser... a música. Quantos não gostam de Lana por causa de seu som? Quantos não gostam de Lana por causa de seus lábios?

Eu? Adoro. De verdade. Muito mesmo. Apaixonado. Se já escutei seu álbum de estreia? Não.

[email protected]