Para você que ainda duvida, o luxo tem tarde agitada no Verão carioca

No lançamento da coleção de Inverno da Daslu, o luxo é o novo investimento da cidade

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Na tarde ensolarada desta quinta-feria, 9 de fevereiro, a Daslu reuniu clientes apaixonadas por moda para o lançamento da coleção de Inverno da marca, na loja do shopping Fashion Mall, em São Conrado. O desfile de 20 looks foi dividido por temas - japonismo, navarro (inspiração nos índios americanos) e noite. As roupas eram fluidas e longas (com exceção dos vestidos noite, justos e curtos), muitas estampas, com predominância nas cores preta, branca e laranja. As peças-chave para a próxima estação são: a camisa branca de seda, a saia longa e pantalona, ambas estampadas. O clima do evento tratava muito mais do que moda e o que virá. A impressão era de uma festa, com garçons servindo champanhe, muitos sorrisos e conversas e, ainda, com espaço reservado com maquiador profissional da Guerlain, garantindo que todas estivessem lindas e bem arrumadas. E é esse o espírito do mercado de luxo que está chegando com tudo na Cidade Maravilhosa.

"As cariocas estavam carentes. Nós tínhamos de ir a São Paulo ou para exterior e, agora estamos tendo a oportunidade de ter aqui as peças dos sonhos. É maravilhoso!", disse Marta Isaksen, cliente fiel. Para as gerentes comercial e de marketing do Fashion Mall, Geisa Rabello e Kiki Simão, que estiveram lá, a procura pelo luxo está crescendo, porque, antes, não existiam tantas possibilidades e facilidades, então era um mundo desconhecido para a grande maioria. "Agora, os brasileiros estão viajando mais, conhecendo novos lugares e almejam essa novidade. E é um mercado democrático. Tem desde o quase inatingível ao básico dos básicos", disse Geisa. Um shopping, que ainda nem abriu (previsto para o final do ano), mas já está dando o que falar é o Village Mall, na Barra da Tijuca, que promete "abrigar" lojas deste nicho.

Para Lalá Guimarães, RP da Gucci no Brasil, trata-se de uma mudança de mentalidade. "A procura agora é por qualidade, por uma peça ícone. As pessoas não querem mais se desfazer tão rápido de suas roupas. Elas querem usá-las por mais tempo. E o luxo permite isso. Por isso, esse investimento maior", disse. E deu mais um recado: "Se as marcas nacionais não abrirem os olhos e oferecerem produtos de qualidade, com um preço equivalente e um diferencial, elas correm sérios riscos. O mercado de luxo internacional vem em peso para o Brasil e América Latina". Seria essa a "crise criativa" que tivemos nas semanas de moda? Uma adequação a este novo mercado crescente?

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