Wando: o rei das calcinhas e a representação do romantismo brazuca...

A coluna presta sua homenagem a cantor, síntese do jeitinho brasileiro de se apaixonar

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Um amante das mulheres: assim podia ser definido Wando, não apenas no sentido sexual, tão propagado por seus versos. Amante não só na cama. Não só no chão. Wando era um apaixonado pela feminilidade. Paixão esta que traduzia em um ícone que se tornou sua marca registrada, sem perder qualquer traço do romantismo, do humor e do espírito brega que, nós, brasileiros, carregamos. Pensou em Wando, pensou em calcinha.

Mas podemos pensar em Wando também ao lembrarmos de uma rosa a ser entregue à mulher amada. Ou então, ao imaginarmos uma seresta embaixo de uma janela de sacada: ocasião ideal para entoar os versos de 'Fogo e paixão', não é mesmo? E quem mais poderia embalar uma noite de amor tropical, em qualquer região do país, se não Wando e suas pérolas carregadas de dramaticidade?

Wando era a representação plena do romantismo brasileiro (e do nosso povo): entre a paixão fervorosa, o humor e o brega, seus versos sempre geraram identificação, por mais que alguns de nós tenhamos negado durante todos estes anos.

Galã da vida real, Wando nunca foi sinônimo de beleza, mas sempre garantiu seu sucesso junto às 'moças', dentre as puras e as nem tanto, graças a seu carisma, sua lábia, seu jeito brasileiro de conquistas. 

Dentre várias homenagens feitas e escritas a Wando, talvez a mais genial seja: 'Um verdadeiro cantor romântico só poderia morrer assim, do coração'. 

Por Pedro Willmersdorf

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