Guerra contra a magreza extrema na moda: agência aposta em "mulher natural"

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É bom o mundo da moda estar preparado para o próximo boom... porque as agências já estão se encaminhando. Se, no ano passado, a capa da Vogue italiana com modelos rechonchudas causou polêmica, é porque tinha gente esperando para ver e gostou. A agência Natural Models de Los Angeles já está arrasando no marketing para suas meninas ainda consideradas plus size. Lá o lema é: nada de carão, a aposta é diversão, além de tamanhos dignos para 80% das mulheres do mundo.  

Escrevemos aqui que há algum tempo que as críticas às modelos e pessoas muito magras tem servido como um alerta para cuidados para se levar uma vida saudável. Mostramos o exemplo de duas celebridades de Hollywood que não embarcaram nessa onda. Angelina Jolie tinha sido internada devido a uma overdose de remédios para emagrecer. Segundo a revista americana “National Enquirer”, a atriz que tem 1,73m de altura estaria pesando 43 quilos. E Demi Moore, que desde a separação com Ashton Kutcher vem sendo alvo constante de críticas por parte da imprensa pela magreza exibida, mas uma vez o foi. O que estaria levando as duas atrizes, que sempre estiveram nas listas das mais sexy e bonitas, a buscarem tal magreza excessiva e perigosa? 

Comentamos anteriormente também sobre a reviravolta no cenário do concurso de Miss Universo. Leia: "Em 1954, logo após o concurso de Miss Universo realizado nos Estados Unidos, Martha Rocha chegou aqui no Brasil junto com as notícias de que havia perdido o título por conta de duas polegadas a mais nos quadris. Se a notícia é lenda ou não, pouco importa, mas se fosse para criar problema com as medidas das candidatas ao Miss Universo 2011 seria por polegadas a menos.

Em todas as transmissões ao vivo na TV e na internet, timelines e redes sociais os espectadores do concurso só sabiam se espantar com as medidas reduzidas das misses. A venezuelana Vanessa Gonçalves foi até chamada de artificial, por conta de sua postura nada confortável para manter a barriga sequinha, na clássica pose de “não consigo respirar, mas está tudo no lugar”. Porém, o maior choque da noite foi a forma física da Miss Estados Unidos, Alyssa Campanella. A ruiva ficou entre as 16 finalistas e espantou na hora do desfile de biquíni. Com seus longos e armados cabelos ruivos, com a ajuda de bastante laquê, a moça parecia uma Barbie Verão saída diretamente da caixa. A um passo da anorexia?

Por aqui ficamos nos perguntando se as misses não deveriam ser o retrato da beleza real de um país - e as formas mínimas não são dominantes em lugar nenhum. Para exibir moças com corpos-cabide, já temos semanas de moda e concursos de modelo suficientes, não é mesmo? O que você tem a comentar?"

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