O dinheiro do Fla sumiu?

O presidente do Conselho de Administração do Flamengo Bernardo Amaral fez, no último dia 20, uma convocação do órgão que dirige para discutir, no próximo dia 26, às 19 horas, na sala Moreira Leite, na sede da Gávea, a aprovação de um empréstimo de R$ 20 milhões junto à instituição financeira Banco Daycoval S.A (???), dando como garantias os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de 2019 a 2024!

Espera, espera, espera... Para tudo! Estou ficando maluco ou o clube não deveria estar nadando em dinheiro, após vender Everton, Jonas, Vizeu, Vinícius Jr. (cai agora a terceira e última parcela de 15 milhões de euros) e receber, enfim, o dinheiro do Brocador? Como precisa recorrer a empréstimos, pagando juros bancários (sempre elevadíssimos) e tendo ainda que penhorar as cotas de TV dos Brasileiros dos próximos seis anos?

A administração Bandeira de Mello não é exemplar, em termos financeiros? O presidente e seus pares não são gênios da economia? Que raio de empréstimo é esse? Desde o início da gestão do atual presidente (há cinco anos e meio), o departamento de futebol gastou, entre salários e contratações, R$ 1 bilhão (número dos balanços oficiais). Para ganhar uma Copa do Brasil e dois Carioquinhas. Que custo benefício, hein?

Só falta agora se descobrir que a propalada administração modelo nas finanças não passou de um factoide. Em tempo: e que não me venham com a desculpa esfarrapada de problemas de “fluxo de caixa”. Saber administrar bem o fluxo do dinheiro é básico e fundamental no beabá de economia.

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Herói improvável 

Estranhei a escalação do Flamengo, com Mateus Sávio, no lugar de Marlos Moreno (contundido). Mas com sete minutos de bola rolando, já estava 2 a 0, com um gol dele e outro de Paquetá, em jogada na qual também foi fundamental. Dizer o que? As coisas ficaram ainda mais complicadas para o Botafogo quando Jefferson teve que ser substituído, por ter se machucado no lance do segundo gol. Se Guerrero (que acabou substituído por Lincoln) e Uribe (trocado por William Arão, no finalzinho) não estivessem em noite tão apagada, o rubro-negro poderia ter disparado uma goleada histórica.

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Pedreira 

Pelo que vem fazendo na temporada, o Grêmio é favorito no jogo de hoje contra o Vasco. Mas jogando em São Januário, Jorginho tenta armar uma surpresa para Renato Gaúcho. A escalação cruz-maltina é segredo. Seja qual for, aposto que Pikachu será a principal arma da turma da Colina...

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Pode melhorar 

O gol de Pedro, ao apagar das luzes do clássico contra o Vasco, impediu que o Fluminense ficasse a apenas um ponto da zona de rebaixamento, na rodada passada. Hoje, diante do Sport, na Ilha do Retiro, uma derrota pode tornar palpável o pesadelo tricolor. Mas, apesar das vendas constantes, o Flu ainda tem bons jogadores como Pedro, Marcos Júnior, Ayrton Lucas, Richard e Sornoza. Tem a obrigação de jogar mais do que está jogando.

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A cabeça de Nole 

Após vencer Wimbledon pela quarta vez, encerrando um jejum de dois anos sem ganhar títulos de Grand Slam, o tenista sérvio Novak Djokovic abriu o coração, publicando em seu site uma carta de agradecimento aos fãs e a todos aqueles que o ajudaram a voltar a jogar o tênis espetacular de quando era o número 1 do ranking. No texto, além das homenagens à família, aos amigos e aos membros da sua equipe, ele aborda com coragem suas fraquezas psicológicas, algo de que já se desconfiava desde que, em 2016, ele começou a ser acompanhado nos jogos pelo espanhol Pepe Imaz, controvertido guru, que também foi tenista.

“Escrevo essa mensagem entre uma troca de fraldas e um livro de dinossauros. (...) Gostaria de compartilhar como me senti nessa viagem, vencendo Wimbledon 2018. Em 2017, a lesão no cotovelo direito foi forte e me forçou a ficar fora do circuito por seis meses. A lesão era um dos problemas, o outro grande era não ter mais nenhuma motivação. Não tive problemas em treinar, mas tive problemas de ordem mental quando fui competir. Um dia compartilharei mais profundamente que tipo de desafios tive que encarar e como me senti”.

“Sempre respeitei pessoas que compartilham suas vulnerabilidades e seus pontos de virada como força para inspirar pessoas. Estive vulnerável muitas vezes nos últimos anos. Continuo vulnerável. Não tenho vergonha disso. Me permite cavar fundo e analisar o que está acontecendo dentro de mim.” 

“Nos últimos dois anos, eu estava impaciente com minhas expectativas no tênis. Não fui inteligente em minhas estratégias. Não estava ouvindo meu corpo e algo sério aconteceu no meu cotovelo. Estava tentando encontrar uma solução em outro lugar e a solução sempre esteve em mim. Mesmo depois de mudanças feitas no treino, no saque e na equipe, não sabia se estaria apto a voltar em alto nível. Parte de mim sempre acreditou. Mas havia muitos momentos de dúvidas. Felizmente, fui ajudado por forças divinas que me guiaram na direção correta. Direção que é boa e me trará paz e equilíbrio”. 

Que assim seja, campeão!