A seleção do release

Um dia depois de Neymar deixar o treinamento manquitolando, o médico Rodrigo Lasmar apareceu? Não! E o técnico Tite? Também não! Tudo que se soube da seleção brasileira veio através das imagens da TV CBF, ou seja, através de releases eletrônicos. Inicialmente, cenas do treino no qual o camisa 10 aparece se movimentando, aparentemente, sem dor. Horas mais tarde, numa entrevista (?) na qual o jogador diz que está bem, que jogará e que o Brasil vai se recuperar. Ponto final.

Se o treinador tivesse dado as caras, teria sido válido lhe perguntar se não valeria a pena poupar o principal jogador de uma partida contra o adversário mais fraco do grupo. Ou ao menos deixá-lo no banco, para ser utilizado somente em caso de necessidade. Ele não teme que novas bordoadas possam tirá-lo da última rodada, na qual se definirão os classificados e quem será primeiro e segundo do grupo? Seriam questionamentos válidos e suas respostas poderiam ser esclarecedoras.

Se o médico não se escondesse, seria muito interessante saber se as várias pancadas que deixaram o tornozelo de Neymar dolorido e inchado não afetaram em nada a região do quinto metatarso, operado por ele. E também que tratamento milagroso foi esse, que permitiu que um jogador que mancava e fazia caras e bocas de dor, na véspera; no dia seguinte, se mostrar lépido e fagueiro, num treino com bola.

Enfim, quando não há o contato direto da imprensa com a seleção, tudo vira uma espécie de mundo róseo e virtual, no qual não há questionamentos nem dúvidas. O problema é que amanhã, quando a bola rolar, a partida terá que ser vencida no mundo real. E não há release que dê jeito nisso, se o Brasil jogar mal, como na estreia diante da Suíça.

Weggis particular

Tite participando de cobrança de pênaltis dos filhos dos jogadores, no campo de treino da equipe; parentes e “parças” de Neymar hospedados no hotel da seleção; folga geral no dia seguinte à decepcionante estreia... É bom ganhar essa Copa...

O tal do nivelamento

Como sofreram Portugal e Espanha para derrotarem (ambos por 1 a 0) Marrocos e Irã! Lembra da coluna de ontem, sobre o nivelamento geral? Pois é. Cristiano Ronaldo terá que continuar fazendo a diferença, na última rodada, pois, pelo que se viu contra os espanhóis, os iranianos darão muito trabalho. A sorte de Portugal é que o empate lhe basta.

Zumbido maldito

Os torcedores iranianos reviveram as malditas vuvuzelas da Copa da África. Que sejam eliminados na próxima rodada. Que malas!