Maria Flor e Alamo Facó protagonizam romance inusitado em 'O Colecionador'

Curta será exibido no Festival do Rio nos dias 2, 3 e 4 de outubro

Uma história de amor delicada protagonizada por Maria Flor e Alamo Facó: assim é o curta metragem O Colecionador, com direção de Günter Sarfert, da Crash Filmes. Com narrativa sensível, o filme, que será exibido durante o Festival do Rio nos dias 2, 3 e 4 de outubro, conta a história de Lucas, um estranho colecionador de objetos antigos, empresas falidas e tecnologias mortas que se apaixona por Anna, dona de uma loja de artigos fotográficos prestes a falir. Lucas, precisa decidir se a ama ou se a garota é apenas mais um item para sua coleção de artigos vintage.  

A inspiração para o trabalho veio de muita pesquisa e trabalho árduo, com algumas influências do realismo mágico e de filmes como American Splendor e Ghost World. "Gosto de personalidades estranhas e coisas bizarras com uma pitada de surreal, de inusitado”, resume Günter.

Em O Colecionador, o roteiro delicado e a história de amor contrastam com o aspecto incomum da coleção de coisas falidas. "Também brinco com o ego feminino, pois se tem coisa que mulher odeia é ser considerada troféu", comenta o diretor, que considera a produção um dos pontos mais complexos do roteiro. "

“A casa do personagem e todos aqueles objetos antigos servem para montar a personalidade peculiar de Lucas, que vive em um universo retrô", resume Sarfert.

Elenco e direção alinhados 

Por tratar-se de uma história inusitada e delicada, Günter precisava de protagonistas que conseguissem transmitir e imprimir estas características. Através de amigos em comum, fez seu roteiro chegar às mãos dos protagonistas. "Precisava de alguém que tivesse um ar charmoso e estranho ao mesmo tempo. E que fosse bem natural.", explica Sarfert. Recém-saída das gravações de 360, de Fernando Meirelles, Maria Flor era a garota frágil e doce ideal para o papel. Já Alamo Facó, é destaque do filme inédito O Palhaço, indicado pela Portaria do Ministério da Cultura para ser candidato a uma das cinco vagas para as produções que irão disputar o prêmio de Melhor Filme de Língua Estrangeira da próxima edição do Oscar. 

Com os atores definidos, começou a etapa de pré-produção. O curta venceu o edital da Prefeitura de São Paulo no final de 2011. As gravações foram feitas em março de 2012, com produção da Delicatessen Filmes.  Günter, 34 anos, já trabalhou como diretor de arte e designer por mais de dez anos, até se decidir a tomar novos rumos e apostar em sua maior paixão, o cinema. Focado em roteiro e direção, já ganhou dois editais para curtas com Bartô (2010) e O Colecionador (2012). Vocalista da banda Jumbo Elektro, Gunter já tocou em polos culturais como Recife e Barcelona.

O diretor também lançou dois álbuns, Terrorist? e Freak to Meet You, muito bem recebido pela crítica em inúmeras publicações, como Folha de São Paulo. Além disso, na noite paulistana, ele é DJ residente da festa On The Rocks, uma das principais baladas alternativas da cidade. Sua expectativa agora é saber como o público irá reagir ao filme. "Estou bastante curioso com essa exibição. No Festival do Rio, os curtas sempre passam antes dos longas. Por causa disso, os filmes acabam tendo bastante visibilidade. É uma honra entrar na disputa ao lado de grandes nomes, concorrendo com curtas de diretores renomados e atores também consagrados", comenta Günter Sarfert.