Pedro Lourenço apresentou boa coleção no segundo dia da moda em Paris

Na contramão dos estilos senhoriais o designer brasileiro foi muito bem com modelos de cortes geométricos e misturas de tecidos, fechos e franjas

Hoje o dia foi de Pedro Lourenço. Entre as roupas de madame de Rochas e Dries van Noten, e as estampas de folhas e rabiscos de Guy Laroche, o jovem brasileiro mostrou mais competência na união de moda conceitual e varejo. O desfile em uma pequena galeria de arte no Faubourg St. Honoré mostrou uma coleção cheia de texturas montadas em linhas retas. Muitos fechos, dando margem a mudanças nos modelos, abrindo e fechando os zíperes. Nada de estampas, elas ficaram na prévia do verão e depois foram herdadas por Dries van Noten, que mostrou folhagens em estilo botânico no show de hoje, terça-feira.

As calças são baixas, soltas e curtas, acompanhadas por jaquetas de golas dobradas e platinas nos ombros, lembrando fardas antigas. Franjas dão movimento nas saias, feitas em longos fios de couro. Ou de canutilhos verdes ou acobreados, em barrados curtos, com graça no brilho.

Ele foi o melhor do dia, contou com uma platéia de brasileiros, incluindo o pai, Reinaldo Lourenço e a mãe. Gloria Coelho.  Faltaram as tops da imprensa internacional, que há menos de dois anos declararam Pedro Lourenço como uma das esperanças de renovação da moda de Paris. Elas não sabem o que perderam.