Tuchel não assumirá riscos com Neymar na Supercopa da França

Thomas Tuchel, o novo técnico do Paris Saint-Germain, não deseja assumir qualquer risco a respeito de Neymar, que se apresentou para a pré-temporada na quinta-feira em Shenzhen (China), apesar de o brasileiro estar preparado para jogar a Supercopa da França, que será disputada neste sábado contra o Mônaco.

"Estou muito feliz que (Neymar, Thiago Silva e Marquinhos) estejam finalmente aqui com o grupo. Mas eu não quero assumir o mínimo risco. Sem dúvida queremos ganhar e ter a melhor equipe possível. Mas ao mesmo tempo é meu dever proteger meus jogadores", declarou Tuchel na entrevista coletiva prévia à partida.

Vítima de uma lesão no pé no fim de fevereiro, Neymar não joga pelo PSG desde então.

O atacante retornou aos gramados pela seleção do Brasil pouco antes da Copa do Mundo da Rússia-2018, em junho, antes de sair de férias após a eliminação brasileira nas quartas de final, assim como Thiago Silva e Marquinhos.

"Não posso dizer", afirmou, ao ser questionado se os brasileiros vão jogar ou não.

"Temos que decidir depois do treino de hoje, ver como se sentem. Porque não é apenas o treinamento, mas também a viagem, o 'jetlag', o sono", afirmou o técnico alemão.

Ganhar, mesmo com um time reduzido e privado de muitos de seus titulares: este é o primeiro desafio Tuchel, novo técnico do PSG.

Sem Kylian Mbappé e Edinson Cavani, ainda de férias ou contundidos, o início de Tuchel é basicamente um quebra-cabeça.

"Foi complicado preparar essa partida", admitiu na coletiva de imprensa desta sexta. "Claro que queremos ganhar. Quando se trabalha para o PSG, você quer ganhar".

Sem dúvida, a uma semana do início do campeonato contra o Caen, em 12 de agosto, o técnico alemão não teve muito tempo, desde o início dos treinamentos, no início de julho, de trabalhar com o grupo jovem ou grande parte de suas estrelas (Mbappé, Cavani, Neymar, Thiago Silva, Marquinhos, Angel Di María e Thomas Meunier), já que vários deles voltaram há uma semana ou menos que isso.

Só que uma derrota neste sábado não apenas quebrará a série de cinco títulos consecutivos do PSG na competição, como também não será nada bom para sua estreia no comando da equipe.

- Efeito moral -

"Todo resultado tem um efeito moral e no ânimo da equipe. É só ver a diferença depois do Arsenal e do Atlético. Houve um grande alívio pela vitória frente ao Atlético. Queremos ganhar (do Mônaco), mas será uma partida fechada e difícil", alertou.

"É um troféu especial para nós, para começar bem a temporada", acrescentou.

"Não estamos fisicamente 100%, mas mentalmente somos fortes", observou, por sua parte, o capitão Thiago Silva.

Os torcedores chineses do Mônaco e do PSG talvez não possam ver o colombiano Radamel Falcão - que chegou nesta sexta - jogar, mas talvez tenham a chance de ver Neymar por alguns minutos em campo, apesar da prudência expressada por Tuchel.

Mas, para festejar o primeiro aniversário de sua contratação pelo PSG com um troféu, o brasileiro confia que o time precisa acertar a defesa.

A equipe de Gianluigi Buffon, que adotou o esquema de uma linha de três na defesa, sofreu dez gols em apenas três jogos.

"Comecei minha carreira com esse esquema, no Juventus, e deu certo. Em Paris, é um esquema novo para nós. Será necessário entender rápido o que o técnico nos pede para jogar melhor o quanto antes", explicou Thiago Silva.

"É importante ter vários esquemas, já que Tuchel é um técnico que pode mudar muito, inclusive durante a partida. Estamos contentes por ter um técnico com uma personalidade diferente. Sabemos todas as dificuldades que vamos enfrentar, mas somos profissionais, temos experiência", garantiu o zagueiro.

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