Destaques da Copa do Mundo da Rússia-2018

França bicampeã do mundo, Luka Modric eleito craque da Copa, jovem Kylian Mbappé brilhando, Didier Deschamps entrando em um clube exclusivo e Croácia surpreendendo na final: a Copa do Mundo da Rússia-2018 deixou lembranças inesquecíveis para a memória.

1. França, campeão esperado

Com a conquista de sua segunda estrela na Copa do Mundo após 20 anos, a França confirmou os prognósticos que a colocava entre os principais candidatos ao título.

Os Bleus de Didier Deschamps realizaram uma campanha perfeita, liderando o grupo C com vitórias sobre Austrália (2-1) e Peru (1-0) e um empate com a Dinamarca (0-0).

No mata-mata, eliminou Argentina (4-3) nas oitavas de final, o Uruguai (2-0) nas quartas, e a Bélgica (1-0) na semifinal. A vitória por 4 a 2 sobre a Croácia na final em Moscou foi o prêmio ao futebol marcado pela competitividade e pela qualidade de seus jogadores.

2. Croácia, finalista surpresa

Em sua quinta participação em Copas do Mundo, após a independência do país em 1991, a Croácia foi a surpreendente finalista e conquistou o primeiro vice-campeonato contra todo prognóstico prévio.

Durante o torneio, a equipe foi se desenvolvendo e cimentando a possibilidade de chegar à decisão sob a batuta de Luka Modric e Ivan Rakitic, liderando o grupo D com 100% de aproveitamento contra Nigéria (2-0), Argentina (3-0) e Islândia (2-1).

Nas oitavas e quartas de final, precisou dos pênaltis para eliminar Dinamarca (3-2) e Rússia (4-3) respectivamente. A Inglaterra foi a vítima na semifinal por 2 a 1 na prorrogação, mas a Croácia caiu na final para a França.

3. Mbappé, prodígio francês

Kylian Mbappé, o prodígio francês de 19 anos, foi eleito o melhor jogador jovem da Copa do Mundo. É inevitável comparar sua façanha com a de Pelé, que conquistou o mundial da Suécia-1958 com apenas 17 anos ao liderar o Brasil ao seu primeiro título.

O astro do Paris Saint-Germain foi o nome mais importante da equipe de Didier Deschamps, superando Antoine Griezmann, que chegou à Rússia com a responsabilidade de liderar a luta pelo bicampeonato.

Agora com o título mundial, Mbappé tem um brilhante caminho pela frente para herdar o trono que por muitos anos foi compartilhado por Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, mesmo sem serem campeões mundiais.

4. Modric, 'Bola de Ouro'

Luka Modric recebeu os dois melhores presentes de aniversário para os 33 anos de maneira antecipada: ser vice-campeão do mundo com a Croácia e vencer a Bola de Ouro da Copa do Mundo da Rússia-2018.

Dotado de condução de bola impecável, o capitão foi o arquiteto do jogo da equipe de Zlatko Dalic. O camisa 10 do Real Madrid venceu quatro Ligas dos Campeões nos últimos cinco anos, o que o coloca entre os melhores jogadores croatas de todos os tempos, candidato a ser o melhor da temporada.

5. Deschamps, bicampeão mundial

O segundo título da França na Copa do Mundo veio graças a Didier Deschamps, técnico dos Bleus que igualou a marca história do brasileiro Mario Lobo Zagallo e o alemão Franz Beckenbauer.

O brasileiro foi campeão nas Copas da Suécia-1958 e Chile-1962, além de levantar o troféu do México-1970 como treinador de um time de estrelas formado por Pelé, Rivelino, Tostão e companhia. Em 1994 Zagallo foi auxiliar de Carlos Alberto Parreira no tetracampeonato do Brasil.

Beckenbauer, por sua vez, foi campeão como jogador na Alemanha-1974 e dirigiu a Mannschaft ao tricampeonato na Itália-1990. Deschamps foi o capitão da França em 1998 e agora treinador do campeão da Rússia-2018.

6. Subasic, quatro pênaltis defendidos

O croata Danijel Subasic, de 33 anos, se juntou aos goleiros argentino Sergio Goycochea e alemão Harald Schumacher na lista de três arqueiros que defenderam quatro cobranças em disputas por pênaltis na história da Copa do Mundo.

O camisa 1 do Monaco foi vital na classificação da Croácia contra a Dinamarca, nas oitavas de final, e contra a Rússia, nas quartas, parando três cobranças contra os nórdicos e uma contra os anfitriões.

Goycochea conseguiu o feito na Copa do Mundo da Itália-1990, enquanto Schumacher pegou duas na Espanha-1982 e duas no México-1986.

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