Venda do Milan é adiada para março de 2017

No entanto, chineses darão mais 100 milhões de euros em dezembro

O fechamento da venda do Milan para um grupo de investidores chineses foi adiado para março de 2017, informaram em uma nota conjunta a Fininvest, a holding da família de Silvio Berlusconi, e a Sino-Europe, que representa o grupo chinês, nesta quarta-feira (7).    

"Fininvest e Sino-Europe Sports fecharam um acordo que prorroga para o dia 3 de março de 2017 o prazo final para realizar o fechamento da compra da participação pertencente à Fininvest no AC Milan", informa o comunicado.    

Segundo os representantes, após reunião do Conselho de Administração, os chineses darão mais um pagamento no valor de 100 milhões de euros (R$ 366 milhões) no próximo dia 12 de de dezembro. Ambos os lados ainda informaram que, até a conclusão da venda, as decisões serão tomadas "de maneira conjunta".   

A nota divulgada hoje confirma a especulação da mídia italiana que apontava para um adiamento da venda com o recebimento antecipado de uma parte do valor da compra. Isso porque, os chineses não teriam conseguido a autorização do governo de Pequim para a transferência de capital para a Itália.    

A venda de 99,93% das ações do Milan gira em torno de 740 milhões de euros (R$ 2,7 bilhões) - além dos chineses assumirem as dívidas do clube rossonero no valor de 220 milhões de euros (R$ 805,2 milhões). A negociação foi anunciada na metade deste ano e deveria ter sido concluída em 13 de dezembro.    

Com a cessão, chegará ao fim a "Era Berlusconi" no comando do clube. Desde 1986, quando comprou o clube, o ex-premier italiano viu sua equipe conquistar cinco títulos da Liga dos Campeões, oito vezes o Campeonato Italiano, três eduções da Copa da Itália e mais três títulos do Mundial de Clubes.