Governo federal acena para federações e deixa CBF em alerta

A Secretaria Nacional de Futebol tem tentado uma aproximação estratégica com as federações estaduais. Em ofício enviado a cada uma delas, em 8 de julho, ressaltou que o governo federal está disposto a estudar projetos com as entidades para fomentar o futebol profissional feminino e masculino pelo País.

O texto apresenta o novo ocupante do cargo, Gustavo Perrela, filho do senador e ex-presidente do Cruzeiro,  Zezé Perrela, é visto com desconfiança pela cúpula da CBF. Isso porque está em curso nos bastidores a sucessão de Marco Polo Del Nero, cujo mandato vai até 2019, mas que pode ser encurtado pelos desdobramentos de investigações da Justiça dos EUA, Fifa e de duas CPIs no Congresso.

A família Perrela tem interesse em participar da disputa e sabe que a força das federações no colégio eleitoral da CBF continua determinante. Além disso, a confederação não tem dado o aval para alguns projetos elaborados pelas entidades estaduais, notadamente àquelas que tentam mostrar alguma independência política.

As federações recebem uma mesada de R$ 75 mil da CBF e cada um de seus presidentes mais um aporte de R$ 25 mil mensais. A integração delas com a Secretaria Nacional de Futebol,  órgão do Ministério do Esporte, e uma eventual aprovação de parcerias poderiam reduzir o poder da CBF com as entidades, mais precisamente em períodos eleitorais.

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