Milan fecha acordo de exclusividade com chineses

Consórcio propôs comprar 70% do clube por 700 milhões de euros

A Fininvest, holding da família Berlusconi, chegou nesta terça-feira (10) a um acordo para negociar com exclusividade a venda do Milan a um consórcio de investidores chineses. 

A tratativa terá prazo de um mês e prevê, em um primeiro momento, a cessão de 70% das ações do clube rossonero ao grupo. Se ao fim desse período o contrato não for assinado, a Fininvest poderá falar com outros interessados. 

A ideia é que a compra seja fechada até o mês de junho, para que o Milan, hoje presidido pelo ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, entre na próxima temporada com uma nova estrutura societária. Na reunião do conselho de administração da holding, a negociação exclusiva recebeu o apoio de toda a família do ex-premier. 

Os nomes dos membros do consórcio chinês são mantidos em sigilo, mas especula-se que o dono da Alibaba, Jack Ma, estaria entre eles. A proposta que está na mesa de Berlusconi oferece 700 milhões de euros por 70% do Milan, incluindo suas dívidas. Em um segundo momento, o projeto é adquirir os 30% restantes. 

Há tempos o ex-primeiro-ministro tenta encontrar um comprador para a agremiação no mercado asiático, e em meados do ano passado chegou a assinar um acordo preliminar com o magnata tailandês Bee Taechaubol. 

O pacto previa a cessão de 48% das ações do clube por 480 milhões de euros, mas as negociações não avançaram. Sem muito dinheiro para investir, o Milan vive um incômodo jejum de quase cinco anos sem títulos e brigando por posições intermediárias no Campeonato Italiano - seu último scudetto foi conquistado na temporada 2010/11. (ANSA)