Sistema de previsão meteorológica para Olimpíada recebe novos equipamentos

O processo de instalação de boias meteoceanográficas adquiridas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação deve ser concluído até o fim deste mês, com a instalação da terceira e última boia na praia de Copacabana. Duas boias estão instaladas desde julho do ano passado na entrada e no meio da Baía de Guanabara. Esses equipamentos são importantes para municiar as equipes em suas estratégias de competição.

Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, as boias farão a modelagem para prever como vão se comportar os ventos, qual será a salinidade da água, tudo que envolve as atividades de canoagem e iatismo. 

“Está tudo pronto, estamos vendo agora o que precisa de equipamento sobressalente, caso ocorra algum tipo de imprevisto, algum defeito, no período das Olimpíadas”, disse Pansera, que foi nesta quarta-feira (9) ao Centro de Hidrografia da Marinha, em Niterói, para inspecionar o andamento dos trabalhos. O centro é o responsável pela operação das boias.

Foram investidos cerca de R$ 2,1 milhões no sistema meteorológico para os Jogos e serão necessários mais R$ 600 mil para compra de equipamentos sobressalentes, que, em sua maioria, são importados. 

O ministro disse, porém, que o processo de compra será acelerado devido ao Marco Regulatório da Ciência e Tecnologia e Inovação, sancionado no dia 11 de janeiro.

“A Autoridade Olímpica irá comprar e o ministério repassará o dinheiro. Com a nova lei, esses equipamentos terão facilidade de importação”, afirmou.

Também foram instalados três centros de controle em terra de medição de temperatura e chuvas, que fornecerão informações para o Comitê Olímpico Internacional. Após os jogos, as boias serão deslocadas para a Região Sul do país e farão parte do sistema de monitoramento da costa brasileira.

Nave do Conhecimento

À tarde, acompanhado do prefeito Eduardo Paes, o ministro visitou a futura instalação da Nave do Conhecimento Olímpico, no Estádio Nilton Santos, o Engenhão, na zona norte do Rio. O espaço, que deve ser inaugurado em maio, vai abordar a história das Olimpíadas com equipamentos tecnológicos e interativos. A prefeitura estima que passem pelo local cerca de 35 mil pessoas por dia.

Esta será a nona Nave do Conhecimento da cidade. O projeto foi criado para integrar a população de baixa renda ao mundo digital, com acesso à internet, computadores e cursos voltados para a área de tecnologia da informação. A obra custou à prefeitura R$ 12 milhões. Segundo o prefeito, o convite para a visita de Pansera, foi estratégico. “A ideia é tentá-lo, para conseguir o dinheiro dele”, brincou Paes.

O ministro, no entanto, informou apenas que está em conversa com a Secretaria de Ciência e Tecnologia do município para possível aporte de recursos para o espaço.

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