Marin paga fiança de R$ 57 milhões para cumprir prisão em apartamento de luxo, em NY

O ex-presidente da CBF José Maria Marin pagou R$ 57 milhões de fiança para cumprir prisão em seu apartamento de luxo, em Nova York. De acordo com seus advogados, ele está com uma tornozeleira eletrônica e foi aconselhado a passar pelo menos duas semanas sem sair de casa, que fica na sofisticada Trump Tower.

O acordo permite que Marin deixe o apartamento em circunstâncias específicas, como problemas médicos, ir à igreja e fazer compras. Mas as saídas devem ser autorizadas pela FBI.

O ex-presidente da CBF é acusado de receber subornos em troca de ceder a empresas direitos comerciais e direitos de transmissão de eventos esportivos. Os crimes teriam sido cometidos nos Estados Unidos, por meio de empresas e bancos com sede nos no país.

José Maria Marin foi extraditado da Suíça para os Estados Unidos na terça-feira (3). De acordo com a Justiça da Suíça, Marin voou acompanhado por dois policiais americanos.

O brasileiro estava preso em Zurique, na Suíça, desde o dia 27 de maio, após ter sido acusado de receber e repartir dinheiro de propina em um esquema de corrupção na Fifa. Além de Marin, outros seis cartolas foram presos.

Após passar cinco meses preso na Suíça, Marin conseguiu um acordo para cumprir prisão domiciliar em Nova York, nos EUA. A esposa de José Maria Marin, Neusa, já está em solo americano e se reuniu com o advogado Paulo Peixoto, antes da chegada do marido acompanhado por agentes do FBI.