Oito rodadas, nove demissões. Hélio dos Anjos dá adeus ao Goiás

Chegou ao fim a quinta passagem do técnico Hélio dos Anjos no comando técnico do Goiás. O treinador de 57 anos não resistiu à sequência de resultados negativos e foi comunicado, na noite desta segunda-feira, de sua demissão. A diretoria esmeraldina procura um substituto para assumir o time diante do Fluminense, no próximo domingo.

Este é o nono técnico demitido - ou em "saída de comum acordo" - em apenas oito rodadas do Campeonato Brasileiro . Assim como Hélio dos Anjos, já passaram pelo departamento de RH dos clubes Felipão (Grêmio), Ricardo Drubscky (Fluminense), Vanderlei Luxemburgo (Flamengo), Marcelo Oliveira (Cruzeiro), Hemerson Maria (Joinville), Marquinhos Santos (Coritiba), Oswaldo de Oliveira (Palmeiras) e Doriva (Vasco). O São Paulo também trocou de técnico, mas Milton Cruz em nenhum momento foi efetivado e continua como auxiliar de Juan Carlos Osorio.

Hélio dos Anjos retornou ao Goiás no dia 6 de abril e iniciou sua quinta passagem pelo clube. Identificado com as cores esmeraldinas, o técnico iniciou bem sua trajetória conquistando o título de campeão goiano.

Na Série A, o início do Goiás também era promissor, uma vez que o time goiano figurou nas primeiras posições nas rodadas iniciais. No entanto, o time perdeu rendimento e não vence há cinco jogos, entre eles derrotas para Avaí, em casa, e para o então lanterna Joinville. Foram 17 jogos no comando com sete vitórias, cinco empates e cinco derrotas: 51% de aproveitamento.

O fato de não relacionar o atacante Erik para os últimos jogos também pode ter pesado. Apesar de a diretoria ter dado respaldo ao treinador no início, o presidente Sérgio Rassi gostaria de ver o jogador voltar a ir pelo menos para o banco de reservas depois de ter feito uma reunião com a presença do jogador.

Essa é a segunda troca no comando técnico do Goiás nesta temporada. O clube iniciou o ano com Wagner Lopes no comando, mas optou pela troca ainda durante o campeonato estadual. O clube não deve oferecer grandes salários ao próximo treinador, uma vez que vive uma política de austeridade na atual gestão.