Sem Neymar, mas com Robinho! Atacante vai bem e dá esperança

Experiência do santista pode ser fundamental para Seleção se virar sem o seu maior craque

Depois do jogo contra a Colômbia, Dunga fez uma constatação: sua equipe é muito jovem. Talvez por isso, e pelo fato de não poder contar com Neymar na partida decisiva contra a Venezuela, é que o técnico decidiu lançar mão de Robinho. Experiência para dar velocidade ao time nas horas decisivas, segurar a bola, ser o homem com quem o técnico pode conversar durante o jogo... Mais do que isso: Robinho é o craque que tem moral para dar bronca quando necessário e, como diriam os antigos, ser aquele que põe a bola debaixo do braço na hora do aperto. E isto ele fez bem - o que dá esperança para a Seleção Brasileira se virar bem sem Neymar, que vai deixar o Chile nesta segunda-feira.

Não houve aperto neste domingo. O gol saiu rápido, deu tranquilidade ao time, mas o papel de Robinho não deixou de ser importante. Ele estava a fim de jogo. Arrematou um passe de Dani Alves de primeira, sem medo de errar. E por pouco não acertou o ângulo do goleiro venezuelano. Após o Brasil fazer o segundo gol, em jogada que contou com uma bela virada de jogo do camisa 20 para Willian, o estádio ficou sonolento com a partida... E foi uma arrancada de Robinho que acordou os torcedores.

Com a experiência do atacante santista, veio à tona também a experiência de Daniel Alves, que fez no domingo uma partida exemplar: sem firular, sério, seguro. Por grande parte do jogo, o lateral apareceu melhor no ataque que os meio-campistas Fernandinho e Elias, dupla que abusou da burocracia e passes para o lado. Tanto que Dunga fez o camisa 2 acabar o jogo no meio. Será um recado para seus volantes?

Curioso lembrar que na Copa América de 2007, depois de uma vitória magra diante do Equador na última rodada da fase de classificação, Dunga teve que responder a perguntas sobre o excesso de dependência do time em relação a Robinho e sobre a ausência de Daniel Alves, que, suspenso, não enfrentaria o Chile nas quartas de final.

As voltas que o mundo dá... Oito anos depois, os personagens voltam a se encontrar. Em uma situação bem diferente, mas não menos complicada. Afinal, uma derrota poderia mandar o Brasil de volta para casa. Não custa recordar que em 2007 o time de Dunga ficou com o título. Que venha o Paraguai, contra quem a experiência será ainda mais necessária.

Que em Concepción Robinho tenha fôlego para aguentar após cinco dias de descanso, porque depois de controlar o jogo, o técnico da Seleção Brasileira resolveu rechear o time de zagueiros, colocando David Luiz e Marquinhos para preencherem os postos de primeiro volante e lateral direito, respectivamente, e teve que ver a Venezuela fazer um gol e pressionar o Brasil. Situação absolutamente dispensável.