Sem dinheiro, Santos repassa jogos para Pacaembu e interior

O presidente do Santos, Modesto Roma Júnior, anunciou que o Santos mandará três dos seus oito jogos pelo Campeonato Paulista longe da Vila Belmiro. A primeira delas, já na terceira rodada da competição, diante do Reb Bull Brasil, no Estádio do Pacaembu, na capital. O clube ainda aguarda a confirmação para mais dois jogos no interior, um em São José dos Campos e outro em São José do Rio Preto.

"Estou satisfeito (com o time) para a estreia no dia 1º (de fevereiro, contra o Ituano). Estamos trabalho em uma promoção para esse jogo, queremos a torcida nos ajudando, incentivando. Vamos fazer cinco jogos na Vila e três fora. Jogaremos no Pacaembu, em São José dos Campos e por último, provavelmente, em São José do Rio Preto, que ainda aguardamos apresentar alguns laudos exigidos, mas estamos em contato. Se não acontecer, veremos em Bauru ou outros lugares", disse o mandatário.

No Estadual, o Santos mandará dois clássicos, diante de São Paulo e Palmeiras, além de jogos contra: Ituano, Reb Bull Brasil, Linense Audax, São Bento e Rio Claro. A equipe está no Grupo 4 da competiação que conta com Bragantino, Capivariano, Penapolense e XV de Piracicaba.

Na campanha do ano passado, a melhor durante a primeira fase e de todo o campeonato, mas que resultou no vice-campeonato inesperado, a equipe realizou dez jogos como mandante, todas na Vila, e obteve 100% de aproveitamento, algo que não acontecia desde a vitoriosa campanha do título de 2006, que encerrou um jejum de 21 anos.

O Santos informou que realizou na terça-feira passada o pagamento de dois meses de salários atrasados, referentes a outubro e novembro. A promessa inicial do novo presidente do clube, Modesto Roma Júnior, era de acertar já na sexta os mesmos, o que não ocorreu e levou ao agravamento da situação com uma série de ações trabalhistas: do volante Arouca, do lateral esquerdo Eugenio Mena, do goleiro Aranha e, por fim, do centroavante Leandro Damião.

O novo Santos busca enxugar a folha salarial em meio a pior crise financeira de sua história recente. O processo que já contou com a não renovação contratual com uma série nomes do elenco que terminou o ano, além de empréstimos e cessões de atletas.

O clube busca recursos pegar as dívidas deixadas pela gestão anterior, a principal delas a extensão do acordo com a Huawei, empresa chinesa que patrocinou o espaço máster da camisa nos últimos jogos de 2014.