Galo diz que Cruzeiro quebra regra por ingresso de R$ 1 mil 

A cobrança de R$ 1 mil de cada ingresso para o torcedor atleticano na partida final da Copa do Brasil,, no dia 26 de novembro, no Mineirão, caiu como uma bomba em Belo Horizonte. A decisão da diretoria celeste foi anunciada em reunião na tarde desta terça-feira na sede da Federação Mineira de Futebol (FMF) e pegou os atleticanos de surpresa.

Segundo o Atlético-MG, o Cruzeiro descumpre o regulamento em dois pontos: ao colocar um valor elevado e ao não respeitar o Estatuto do Torcedor, dando um espaço menor ao torcedor alvinegro – cerca de 2.736 e o total da carga é 60 mil.

De acordo com Lásaro Cândido, diretor jurídico do Atlético-MG, o clube vai solicitar seus direitos. “Na verdade o seguinte, o que o Cruzeiro fez foi colocar o Atlético-MG em espaço inferior ao regulamento, o Atlético-MG se reserva no prazo legal da requisição de até 10%. Não concordamos com os preços, São ingressos compatíveis com preços diferentes e está violando o regulamento. O Atlético-MG vai ser defendido e respeitado”, explicou.

Lásaro disse ainda que o Atlético-MG tem três dias para fazer a requisição de seus direitos de forma legal. A polêmica é ainda maior, pois o Estatuto do Torcedor aplica, para evitar majoramento entre clubes, que ingressos para setores equivalentes de um estádio devem ter preços iguais tanto para torcedores visitantes quanto para mandantes. 

“O Cruzeiro ofereceu uma carga que descumpre o regulamento, no valor e no percentual. O Atlético-MG se reserva fazer a requisição na forma legal, no caso o Atlético-MG vai adotar as medidas desportivas e existe isso, o Atlético-MG será defendido”, finalizou.

A polêmica

Toda a polêmica dos ingressos começou antes do primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil. O presidente atleticano, Alexandre Kalil, definiu que sua equipe jogaria no Independência. Depois, com a vistoria da PM, o time celeste teria apenas 8% da carga total – algo que não foge do regulamento e do Estatuto do Torcedor, que prevê que o visitante terá direito de 5 a 10% após a vistoria de segurança. Sem concordar, a diretoria do Cruzeiro abriu mão dos 8% que teria direito e deixou apenas torcedores atleticanos no jogo de abertura das finais.