Troca de técnico funciona na "ascensão" do Coritiba 

A velha mística de trocar treinador pela diretoria é uma tática recorrente dentro do futebol brasileiro. No Coritiba não foi diferente, mas somente na terceira contratação do ano que resolveu funcionar para, quem sabe, conseguir ficar na Série A.

No primeiro turno, por exemplo, 17 técnicos foram demitidos – o que dava uma média aproximada de um treinador por rodada. Passados dois meses de Campeonato Brasileiro, o número diminuiu. O mais recente foi Gilson Kleina, do Bahia, a cinco rodadas do término da competição.

Nesta temporada, o clube paranaense teve três comandantes. Começou com Dado Cavalcanti, demitido após eliminação na semifinal do Campeonato Paranaense. A direção decidiu apostar em um nome conhecido, com rodagem, mas Celso Roth conseguiu apenas três vitórias em 17 jogos, tendo aproveitamento de 29,4%.

Lanterna da Série A naquele momento, a aposta foi trazer Marquinhos Santos. Depois de ter a primeira oportunidade no profissional, em 2012, o técnico acabou demitido um ano após, quando acabou eliminado na Copa Sul-americana. E, por enquanto, vem dando certo.

Apesar de lutar contra o rebaixamento, o Coritiba ultrapassou o número de pontos conquistados na primeira parte do torneio – quatro a mais e restando cinco rodadas. Dessas, precisa vencer as duas dentro do Estádio Couto Pereira, diante de Palmeiras e Bahia, para fazer o "dever de casa" e ficar perto de escapar. Mais um ponto fora garante. O rendimento do treinador dentro de casa, com seis triunfos, ultrapassa os 72% e é visto como primordial para seguir na elite do futebol brasileiro. No total, o aproveitamento cai para 45,8% com seis vitórias, quatro empates e seis derrotas ao todo.

Na 15ª colocação, 37 pontos, e a três de distância do grupo que é rebaixado, o Coritiba encara Flamengo e Vitórias fora de casa nas próximas rodadas. “Temos de comemorar e ter a consciência de que faltam cinco rodadas, e manter os pés no chão. Em algumas oportunidades no meu comando saímos e voltamos à zona de rebaixamento. É pensar jogo a jogo, cada jogo sendo uma decisão”, analisa Marquinhos Santos.