Presidentes de Fla e Flu negam propina em "caso Héverton" 

Após o Ministério Público de São Paulo indicar que o "caso Héverton" pode abrir um precedente criminoso na esfera do futebol, dois clubes interessados na questão foram a público esclarecer que não pagaram propina para que o jogador da Portuguesa entrasse em campo contra o Grêmio, na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2013.

"Para o Fluminense seria maravilhoso que se apurasse em definitivo e esclarecesse, de uma vez por todas, o caso, acabando com a situação criada ao Fluminense, o segundo mais prejudicado. Nas redes sociais, o clube foi atacado e passou por uma série de ataques", disse o presidente Peter Siemsen, em entrevista à Rádio CBN.

"Isso é um absurdo total e o Flamengo não tem nenhuma participação nesta questão. Nos colocamos à disposição do Ministério Público e apoiamos a investigação até o fim", pediu o presidente rubro-negro Eduardo Bandeira de Melo.

O Fluminense conta com uma parceira forte e que vem desde 1999, a Unimed. Com o passar do tempo, o patrocínio deu lugar a investimento no futebol tricolor, mas o mandatário Peter Siemsen garante que o presidente da empresa jamais cometeria este crime.

"Tenho certeza que a patrocinadora não faria isso. O estado psicológico do Celso Barros foi de um profundo abatimento. Eu já fiquei pensando na segunda divisão, tomei a decisão de trocar o comando do futebol e revisão do elenco. Era difícil conversar com ele à época e entendo porque o investimento era grande", lembrou Peter.

O departamento jurídico do Flamengo apoia a investigação até o fim e repudia qualquer participação do clube com a irregularidade. "Se houver culpados, que eles sejam devidamente punidos. O Flamengo repudia qualquer acusação de envolvimento no caso. Estamos à disposição do MP para ajudar a solucionar o caso", frisou o vice-jurídico do Flamengo, Flávio Willeman.