Em crise e na degola, Botafogo afasta Sheik e mais três

No dia seguinte ao que voltou a ocupar a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, o Botafogo se vê envolvido em mais uma enorme crise interna. Depois de ameaçar abandonar a competição nacional por não possuir condições de pagar salários aos jogadores, há dois meses, o clube alvinegro afastou nesta sexta-feira quatro jogadores de peso de seu elenco: Emerson Sheik, Edílson, Bolívar e Júlio César.

Os motivos ainda não foram divulgados oficialmente, mas cogita-se que os atletas eram os líderes dos protestos contra a diretoria e, por isso, foram retirados do elenco. Os quatro também têm os seus contratos encerrados com o clube no fim do ano, e a alta cúpula alvinegra não teria a intenção de renovação. 

O afastamento ocorreu antes do treinamento da manhã desta sexta-feira, no Engenhão. A decisão teria partido exclusivamente do presidente do clube, Maurício Assumpção, que também estaria disposto a não contar mais com os quatro atletas no Botafogo.

Maurício Assumpção concederá uma entrevista coletiva ainda nesta sexta-feira para explicar exatamente o que aconteceu e para avisar os próximos passos da diretoria alvinegra. Tanto Sheik como Edílson, Bolívar e Júlio César possuíam status de estrelas no elenco botafoguense. O mais jovem do quarteto é o lateral direito, que possui 28 anos.

O afastamento que causará mais polêmica, porém, certamente será o de Sheik. O atacante de 36 anos pertence ao Corinthians e foi emprestado ao Botafogo até o fim do ano. Ele era o principal nome do time, mas, ultimamente, vinha causando muitas dores de cabeça à diretoria.

A última delas aconteceu durante partida contra o Bahia, na semana passada, quando o jogador foi expulso, reclamou da CBF em uma câmera de TV e pegou gancho de quatro jogos no STJD por ter ofendido o árbitro do confronto. A mesma punição havia sido decretada pelo tribunal a Júlio César, também afastado nesta sexta.