Demitidos do Botafogo são impedidos de treinar e se calam

O presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, decidiu mandar embora quatro jogadores do elenco nesta sexta-feira. Mesmo informados sobre a decisão (segundo o mandatário alvinegro), Emerson Sheik, Edílson, Bolívar e Júlio César, quatro dos principais jogadores - e líderes - do elenco que sofre com atraso de salários, foram ao Engenhão para participar de atividade.

Chegando ao treino, foram informados que não poderiam mais treinar. O clima ficou pesado e o técnico Vagner Mancini, que entregou o cargo ao presidente e viu o mandatário recusar a demissão, teve a missão, ao lado do gerente de futebol Wilson Gottardo, de comunicar o fato aos atletas.

Os jogadores demitidos decidiram ficar em silêncio alegando que ainda não têm uma posição dos representantes legais (advogados e empresários) sobre o futuro. Segundo o presidente, a demissão está ligada à questão técnica.

“A parte técnica de determinados jogadores não é condizente com os discursos. Posso me reservar o direito de não dizer nomes. É uma decisão do presidente do clube. Falei isso com o Gottardo”, ressaltou Maurício Assumpção.

Agora, a diretoria vai buscar recursos para pagar os dois meses de salários em atraso no Botafogo e as rescisões de Emerson Sheik, Edílson, Bolívar e Júlio César. O time, na zona de rebaixamento do Brasileiro, viajou para Salvador e encara o concorrente contra a degola Vitória neste sábado, às 16h20 (de Brasília), sem os demitidos e o goleiro Jefferson, machucado. O adversário seguinte também é um confronto direto: Palmeiras,  na próxima quarta, no Maracanã.