Corinthians assina contrato de financiamento de arena com a Caixa

O Corinthians anunciou, por meio de seu site oficial, que assinou nesta sexta-feira um acordo com a Caixa Econômica Federal um contrato de financiamento a longo prazo para a Arena Corinthians. O estádio, que vivenciou um acidente com duas mortes nesta semana, receberá a abertura da Copa do Mundo de 2014 no dia 12 de junho.

A Caixa Econômica entra no acordo como avalista do empréstimo estimado em R$ 400 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). O contrato foi assinado nos termos do Programa ProCopa Arenas, dispositivo criado pelo Governo para apoio a projetos de construção e reforma das arenas que receberão os jogos da Copa do Mundo de 2014 e da urbanização do seu entorno.

O acordo estava travado há cinco meses e chega em um momento delicado para a Arena Corinthians. Na última quarta-feira, um acidente nas obras do estádio, com a queda de um guindaste, provocou a morte de dois operários. No momento do acidente, o presidente do clube, Mario Gobbi, estava em Brasília acertando os últimos detalhes do acordo anunciado nesta sexta.

A Arena Corinthians tem um custo estimado próximo a R$ 1 bilhão. O empréstimo liberado pelo BNDES tem juros e condições de pagamentos especiais. Antes da Caixa, o Corinthians negociou com o Banco do Brasil para ser avalista do negócio, mas não chegou a um acordo.

A operação é indireta, tendo como agente financeiro intermediário a Caixa, que repassará os recursos à Sociedade de Propósito Específico (SPE) Arena Itaquera S.A., formada por Jequitibá Patrimonial S.A. e Odebrecht Participações e Investimentos S.A.

A Arena Corinthians é a nona operação aprovada pelo programa BNDES ProCopa Arenas, instituído pelo banco para financiar a construção ou reforma dos estádios da Copa 2014.

Antes, foram aprovados financiamentos para as arenas de Belo Horizonte (R$ 400 milhões), Cuiabá (R$ 393 milhões), Fortaleza (R$ 351,5 milhões), Manaus (R$ 400 milhões), Natal (R$ 396,5 milhões), Salvador (R$ 323,7 milhões), Recife (R$ 400 milhões) e Rio de Janeiro (R$ 400 milhões).