Marin diz ter "absoluta convicção" de que abertura da Copa será em São Paulo

O presidente do Comitê Organizador Local (Col) da Copa do Mundo – 2014, José Maria Marin, disse ter “absoluta convicção” de que a abertura do torneio que reúne as principais seleções do mundo será feita na Arena Corinthians, em São Paulo. Ele lamentou o acidente ocorrido ontem nas obras do estádio, que deixou dois operários mortos.

“Lamento profundamente o ocorrido, me solidarizo com as famílias das vítimas, foi uma fatalidade”, afirmou. “Tenho absoluta convicção de que a abertura da Copa será realizada no estádio”, complementou, ao ser questionado se o cronograma das obras poderia ser afetado e comprometer a abertura em São Paulo.

A abertura da Copa está prevista para o dia 12 de junho, no estádio do Corinthians, que está sendo erguido em Itaquera, na zona leste de São Paulo. Marin, que também preside a CBF, participou do lançamento da Copa Verde, competição regional que reunirá 16 equipes das regiões Centro-Oeste e Norte.

Ao deixar o evento, Marin evitou responder perguntas da imprensa, especialmente sobre o movimento Bom Senso, no qual os jogadores profissionais pedem ajustes na condução do futebol brasileiro, com cobranças públicas à CBF. Durante o evento, no entanto, o dirigente ressaltou que 2014 é um “ano atípico”, e fez um apelo, dirigido a presidentes de federações, para que todos apresentem propostas levando em consideração que haverá uma Copa do Mundo.

“Existe um esforço, até idealismo por parte dos dirigentes. A CBF está aberta a propostas de todas É um ano atípico. Todos estarão voltados para o campeonato do mundo. É o grande esforço no campo futebolístico. Por isso apelo que por favor, não nos atrapalhe. Futebol é coisa muito séria”, comentou.

Marin acrescentou que a CBF está sempre “aberta” a receber propostas sinceras que “contemplem minorias do futebol”. Segundo ele, o objetivo é integrar as diferentes regiões do país, dando “alegria, tranquilidade e transparência” ao torcedor brasileiro.

“Temos empenho, até mesmo sacrifício, de dirigentes de federações, de clubes, de criar coisa positiva para regiões que não são privilegiadas”, acrescentou.